15 de abr de 2007

A Lei Kassab e as Franquias

Quem me conhece bem sabe que não faço o "jogo do contente", nem dou uma de Pollyanna. Mas, sempre que a vida me dá um limão, tento fazer dele uma limonada. Ou, conforme o caso, uma caipirinha.

Digo isso a propósito da decisão que cassou a liminar favorável à ABF, na disputa judicial que envolve as franquias que se insurgiram contra a Lei Kassab, que restringe o uso de publicidade externa no município de São Paulo.

Entendo que franqueados e franqueadores estejam aborrecidos, pois terão que reduzir muito o espaço ocupado por seus logotipos e mensagens publicitárias nas fachadas dos respectivos estabelecimentos, mas... pensando bem, isso pode ter um efeito altamente positivo (olha a limonada aí, gente !).

Sem querer discutir a forma como o Prefeito Kassab fez a coisa, um fato é inegável: a situação tinha virado mesmo uma zona. Cada empresa ou negócio tentando fazer mais "barulho" do que o outro. É como se um monte de gente estivesse trancada dentro da mesma sala, todos gritando a plenos pulmões, tentando se fazer notar e entender por todos os demais. Resultado: no meio da balbúrdia, cada um pode gritar o quanto quiser, cada vez mais alto, que os demais, ainda que queiram, não vão entender coisa alguma.

Se a Lei Kassab realmente for considerada constitucional (e tenho motivos para acreditar que o será) e prevalecer mais ou menos na sua forma atual (e tenho razões para acreditar que prevalecerá), franqueadores e franqueados que tiverem cabeça, souberem fazer a coisa certa do jeito certo e forem ágeis terão uma tremenda vantagem: poderão alterar suas fachadas de tal forma que a própria fachada seja a comunicação, sem ferir a Lei. Tudo o que é preciso é a mente aberta, a disposição para quebrar de paradigmas e a contratação de bons arquitetos e designers.

Quem for rápido, vai poder fazer desse limão uma tremenda limonada. Ou caipirinha.