25 de mar. de 2007

Franqueados maiores que os franqueadores

A maioria das pessoas, quando pensa no franqueado, visualiza uma pessoa física que investe as economias da vida para montar uma lojinha da marca X ou da marca Y. Mas nem sempre essa imagem corresponde à realidade. Há casos de franqueados BEM maiores que seus franqueadores.

Tome-se, por exemplo, o franqueado que opera a franquia da Casa do Pão de Queijo no Aeroporto de Congonhas e também as unidades Bob's e Casa do Pão de Queijo no Terminal Rodoviáriodo Tietê, entre outros pontos. Fruto de uma joint-venture do Grupo Accor (leia-se hotéis Ibis, Sofitel, Mercure e Novotel, Ticket, Incentive House, etc) com o Compass Group (maior operador mundial de food-service, com faturamento anual superior a US$ 50 Bilhões), a GRSA é a maior empresa de food-service do Brasil, operando restaurantes corporativos, alimentação em hospitais e locais remotos (garimpos, plataformas de petróleo, etc), cantinas em escolas e áreas de alimentação em terminais rodoviários e aeroportos.

Apesar de ter marcas próprias, a GRSA vem utilizando (na qualidade de franqueada) marcas de terceiros nas suas operações de varejo, em aeroportos, empresas e terminais rodoviários. Estudos mostram que usar uma marca e um conceito conhecidos do público eleva em muito o faturamento e a lucratividade dos pontos de venda. Mesmo em áreas com predominância de consumiores cativos ou semi-cativos (aeroportos, escolas, hospitais, terminais rodoviários e ferroviários, empresas e outras).

A franquia da Casa do Pão de Queijo, em Congonhas, é um assombro. Suas vendas diárias em fevereiro alcançaram a média de 1.300 pães de queijo, 615 cafezinhos, mais de 400 copos de suco, quase 300 garrafas de refrigerante e mais de 400 de água. Isso mesmo: por dia! Tem boteco que não vende isso num mês!