31 de ago de 2008

Êta povo criativo !!!

Mais uam dica do Gândara, que soube pela filha dele: tem gente que já descobriu como lucrar com a Lei Seca.

Uns empresários de São Paulo criaram O Cara Sóbrio: o cliente que bebeu liga para a empresa e um motorista vai na garupa de uma moto até o local (a balada, o bar, o restaurante, a festa, etc.) onde estão ele e seu carro e leva todo mundo para casa. E o motoqueiro ainda vai atrás, como escolta e para levar o motorista de volta.

Clique aqui para conhecer o site dos caras.

É como eu sempre digo: onde tem alguém com um problema ou dificuldade, tem uma oportunidade de negócio.

30 de ago de 2008

Me perdoem a imodéstia...

A GRSA (subsidiária do Compass Group, organização líder no mercado global de food-service) é cliente do Grupo Cherto.

O Grupo Schincariol (leia-se Schin, Devassa, Baden Baden, Eisenbahn, etc) também é cliente do Grupo Cherto.

Colocamos os dois em contato e o resultado são as novas cervejarias que vão funcionar no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, e que já foram divulgadas em várias revistas e jornais.

Entendo que qualquer prestador de serviços profissionais (consultor, advogado, arquiteto, ou o que for) precisa ir além de entregar serviços de qualidade. Precisa gerar oportunidades para seus clientes. E também precisa ajudá-los a concretizar essas oportunidades.

Como eu digo sempre para os cerca de 50 colaboradores da minha organização (e está escrito com destaque na última capa do livreto onde está consolidada nossa Cultura Corporativa) "quem não faz poeira, come poeira".

Já imaginou como o Michael Jackson seria...

... se não tivesse passado pelos Zilhões de plásticas e alterações de toda a espécie?

Pois um bando de cientistas, usando um computador poderoso aliado a um software de simulação dos efeitos do avanço da idade na aparência das pessoas, pegou uma foto do cantor quando era criança e projetou que ele seria assim:

Em vez disso, ele está assim:

Espero que sirva de alerta para as Martas Suplício e Marisas Letícias da vida, que ficam num estica e puxa infinito que, mais cedo ou mais tarde, vai acabar dando caca...

29 de ago de 2008

26 de ago de 2008

A mesma história contada de formas diferentes

Graças a uma contribuição de meu amigo Lacaz, Chapeuzinho Vermelho na Mídia:

JORNAL NACIONAL: (William Bonner): 'Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem...'. (Fátima Bernardes): '... mas a atuação de um caçador evitou uma tragédia'.

PROGRAMA DA HEBE: (Hebe Camargo): '... que gracinha, gente. Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?'

BRASIL URGENTE: (Datena): '... onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? ! A menina ia para a casa da vovozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva... Um lobo, um lobo safado. Põe na tela!! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não.'

REVISTA VEJA: Lula sabia das intenções do lobo.

REVISTA CLÁUDIA: Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.

REVISTA NOVA: Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama.

FOLHA DE S. PAULO: Legenda da foto: 'Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador'. Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.

O ESTADO DE S. PAULO: Lobo que devorou Chapeuzinho seria filiado ao PT.

O GLOBO: Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT que matou um lobo para salvar menor de idade carente.

ZERO HORA: Avó de Chapeuzinho nasceu no RS.

AGORA: Sangue e tragédia na casa da vovó

REVISTA CARAS: (Ensaio fotográfico com Chapeuzinho na semana seguinte) Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: 'Até ser devorada, eu não dava valor para muitas coisas da vida. Hoje sou outra pessoa'

PLAYBOY: (Ensaio fotográfico no mês seguinte) Veja o que só o lobo viu.

REVISTA ISTO É: Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.

G MAGAZINE: (Ensaio fotográfico com o Lenhador) Lenhador mostra o machado

SUPER INTERESSANTE: Lobo mau = mito ou verdade ?

DISCOVERY CHANNEL: Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver

24 de ago de 2008

Receita de Yakisoba a la Bee Gees

Contribuição de meu amigo Ronaldo Mencarini:

Neguinho não tem mais o que inventar, não é mesmo?

Green Laber Art - belíssimas garrafas de refrigerante

Veja só que espetaculares estas garrafas de alumínio da série Green Label Art 2008 da fabricante de refrigerantes americana Mountain Dew.

Confesso que as bebidas deles nem estão entre as minhas favoritas. Mas estas garrafas são o máximo.

23 de ago de 2008

Alguém sabe me dizer...

... quem foi que disse que nossa Seleção Feminina de Volei é um time que "amarela"?

22 de ago de 2008

Alguém pode me explicar?

Será que alguém que fale Português de Portugal poderia me explicar esse recorte de um jornal português que um amigo me enviou?

De duas, uma: ou não é bem o que estou pensando, ou a terrinha é bem mais animada do que eu supunha...

21 de ago de 2008

Isto sim, é dançar. O cara é excelente !!!

Clique sobre a imagem abaixo e observe a flexibilidade do cidadão:

Dica do meu sobrinho, o brilhante advogado Luiz Carvalhaes.

20 de ago de 2008

Nomes e marcas que mudaram com o tempo

O Gustavo Quezada, da equipe da Divisão de Expansão (comercialização de franquias e busca e negociação de pontos comerciais) do Grupo Cherto, me lembrou de 3 empresas que mudaram de nome para criar maior proximidade com o público:

1-) A empresa que um dia se chamou Tokyo Telecommunications Engineering Corporation numa certa altura da vida mudou seu nome para Sony, que é muito mais fácil de ser lembrado.

2-) A Federal Express, fundada em 1971, desde o início era chamada pelos americanos de “Fedex”. Finalmente, em 1994, adotou essa expressão como marca. E em 2000 abandonou inteiramente a razão social antiga.

3-) No Brasil, a Companhia Vale do Rio Doce lançou recentemente sua nova marca. A qual, na realidade, não passa do nome que o mercado e público em geral já haviam adotado há um bom tempo: Vale.

Lembro também que o “besouro” da Volkswagen (que a fábrica chamava de Volkswagen Sedan) sempre foi carinhosamente chamado pelos brasileiros de Fusca. Até que a montadora resolveu admitir que a voz do povo é a voz de Deus e adotou o apelido como marca do produto.

19 de ago de 2008

Excelente campanha do HortiFruti

Dica da minha mulher, que sabe das coisas:

Criação da agência MP Publicidade, do Espírito Santo.

18 de ago de 2008

Sorvetes Mil Frutas - experiência péssima !!!

Antes de mais nada, quero deixar claro que sou fã dos sorvetes Mil Frutas. Há anos, todas as vezes que vou ao Rio e consigo arrumar um tempinho livre, dou um jeito de passar em uma de suas lojas ou quiosques para tomar um copinho de maracujá com chocolate branco, meu sabor favorito.

Dito isso, vou contar a péssima experiência de consumo que tive menos de uma hora atrás, no quiosque da marca situado no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. Ou melhor: nem foi uma experiência de consumo, foi uma experiência de não-consumo.

Fui ao shopping, com minha mulher e alguns amigos, para a inauguração oficial da excelente Livraria da Vila, dos meus amigos Samuca e Deb Seibel. Como estávamos por lá, aproveitamos para jantar na ótima Lanchonete da Cidade, onde fomos muitíssimo bem atendidos pelo Waldeci.

Durante o jantar, combinamos que a sobremesa seria um sorvete Mil Frutas. E, saindo da Lanchonete, fomos direto para o tal quiosque, onde chegamos precisamente às 22:02h.

Como o horário de fechamento é às 22h, as mocinhas estavam começando a guardar os potes de sorvete. E eu, com um sorriso, disse que entendia que já estavam no processo de encerrar as atividades mas certamente iriam nos servir 4 sorvetinhos antes.

Com o máximo de antipatia que conseguiu demonstrar, uma delas respondeu grosseiramente que, de forma nenhuma, não iriam MESMO nos atender.

Um dos amigos que estavam comigo, que, embora brasileiro, vive nos EUA, disse, com toda a simpatia, que tinha ido ao shopping apenas para tomar um sorvete. Não mereceu como resposta apenas uma espécie de rosnado.

Tá certo, admito que já se haviam passado dois minutos (DOIS MINUTOS !!!) da hora de fechar o quiosque. Tecnicamente, as mocinhas estavam certas em não nos servir.

Por outro lado, não estamos na Suíça. E quero acreditar que, mesmo num quiosque de estação rodoviária de vilarejo do interior, a regra do bom atendimento ao cliente certamente garantiria que os sorvetes nos fossem servidos. Ou que, ao menos, a negativa viesse acompanhada de um sorriso e uma explicação simpática do motivo pelo qual não poderiam ser servidos.

Num shopping com o perfil do Cidade Jardim, é simplesmente inadmissível que um cliente receba um tratamento como o que meus amigos e eu recebemos no quiosque da Mil Frutas.

E o pior é que, saindo dali, encontrei outros amigos no estacionamento, a quem relatei o episódio. E eles me disseram que, há alguns dias, também haviam sido muito mal atendidos naquele mesmo ponto de venda.

Como fã dos sorvetes da marca, torço para que esse problema seja sanado prontamente. Pois o melhor produto do mundo não resiste a um atendimento antipático, grosseiro, de má qualidade.

Afinal, cliente nenhum compra apenas o produto, mas sim toda a experiência de consumo que o envolve. Inclusive e especialmente o atendimento.

A única e verdadeira TEA-SHIRT

Meu amigo Rico Lindenbojm me mandou esta foto genial da única e verdadeira Tea-Shirt:

16 de ago de 2008

Premonição

Minha filha queria me dar um presente de Dia dos Pais e não sabia bem o que comprar. Como eu tinha visto que a Globo tinha lançado uma nova edição do livro "O Presidente Negro", de Monteiro Lobato, sugeri que me desse um exemplar, que só comecei a ler há poucos dias.

Eu já havia lido esse livro muitos anos atrás, quando era adolescente. E, com a possibilidade de Barack Obama vir a ser o presidente dos EUA, achei que seria interessante relê-lo. Pois sua história (ainda se diz estória, quando se trata de ficção?) gira em torno do primeiro presidente negro eleito nos EUA. Detalhe: o livro foi escrito em 1926 !!!

Como se não bastasse, lá pelas tantas, o leitor dá de cara com um trecho que diz "O radiotransporte tornará inútil o corre-corre atual. Em vez de ir todos os dias o empregado para o escritório.... ele fará o seu serviço em casa e o radiará para o escritório. Em suma: trabalhar-se-á à distância."

Ou seja: em 1926, Monteiro Lobato já antevia algo parecido com a Internet e o trabalho remoto. O sujeiro era mesmo um visionário!

15 de ago de 2008

Empresas que mudaram sua razão de ser

Estou atrás de exemplos de empresas que mudaram radicalmente (ou ao menos ampliaram significativamente) seu objetivo, sua razão de ser.

Como a Motorola, que nasceu fabricando rádios para carros e hoje é conhecida por fabricar celulares. Ou a Jacuzzi, que nasceu fabricante de hélices de avião e hoje é conhecida pelas banheiras de hidromassagem que produz. Ou a BMW, que nasceu para produzir aviões (por isso o logotipo, que é uma hélice estilizada cortando o céu azul) e hoje é uma das principais fabricantes de automóveis do mundo. Ou mesmo a Volkswage, que, como o próprio nome indica, nasceu para produzir o "carro do povo", um carrinho popular, barato, simples e hoje produz o Touareg.

Se você conhecer outros exemplos assim, por favor, insira aqui, como um comentário a este post. É só clicar sobre a palavra "comentários". logo aqui abaixo.

14 de ago de 2008

Você precisa ajudar a sorte

A seguir, texto do meu artigo publicado na Gazeta Mercantil de ontem (13/08/2008):

Não basta ter sorte, é preciso ajudá-la [por Marcelo Cherto]

Descobri o franchising nos anos 1970, quando cursava o mestrado em Direito na New York University. Saído de Santos para Manhattan, me vi, numa manhã especialmente gelada, escolhendo as poucas matérias eletivas que iria cursar. Rato de praia e com apenas 23 anos de idade, optei pelas que me permitiriam dormir até mais tarde. Dei sorte: foi numa dessas aulas que tive meu primeiro encontro com os contratos de franquia.

Embora formado em Direito, sempre apreciei livros e artigos sobre marketing. E já naquela altura sabia que precisava me diferenciar dos milhares de outros advogados que atuavam no Brasil. Ou encontrava um nicho de mercado, ou seria apenas mais um. Defini que aquele seria o meu nicho e voltei ao Brasil disposto a me tornar o primeiro especialista em franquias daqui.

No Brasil de 1978 não havia muitos franqueadores. Isso tornava mais difícil a execução do meu plano de viver de franquia. Mas sempre tive muita sorte na vida. Deus colocou no meu caminho um monte de pessoas certas e, por meio delas, me criou muitas oportunidades. Assim, por indicação de um cliente, em 1986 fui eleito diretor jurídico da Associação Brasileira de Anunciantes. Um de meus colegas de diretoria era Marcos Cobra, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), que na época ajudava Milton Mira, da Editora McGraw-Hill, a organizar uma coleção de livros de marketing escritos por brasileiros. E me indicou para redigir o volume sobre os "Aspectos Jurídicos do Marketing no Brasil".

Milton pediu que eu redigisse um dos capítulos, para ver se eu levava jeito. Escolhi o que tratava dos aspectos jurídicos do franchising e caprichei. E logo concluí que era apenas sobre isso que queria escrever. Sugeri trocar o projeto inicial por um livro apenas sobre franchising. Milton topou e, em 1988, publicou meu primeiro livro, "Franchising – Uma Revolução no Marketing".

Enquanto trabalhava no livro, escrevi uns tantos artigos que enviei às redações de diversos jornais, incluindo a Gazeta Mercantil. Um deles foi lido por Marcos Gouvêa, na época executivo das Lojas Arapuã. E ele, que tinha planos de criar uma rede de franquias, me pediu ajuda para conhecer algumas das poucas operações do gênero existentes no Brasil. Promovi um encontro dele e meu com Edson D’Aguano, então responsável pelas franquias Ellus, para trocarmos idéias.

O papo foi tão bom que passamos a nos encontrar uma vez por mês para conversar sobre franchising. Aos poucos, fomos agregando novos convidados. E, depois de alguns meses, eu e mais oito integrantes desse grupo criamos a Associação Brasileira de Franchising.

A partir daí, o franchising explodiu no Brasil, e eu pude atuar como consultor e, durante muitos anos, viver apenas de franchising, como queria. Tive sorte? É claro que sim. Mas fiz minha parte para ajudar a sorte.

E você, leitor, o que tem feito para ajudar a sorte?

13 de ago de 2008

What's in a name?

Tenho pensado na importância que o nome tem no sucesso de um produto ou serviço. E concluí que o nome é um fator relevante, até mais do que eu mesmo sempre pensei. Veja estes casos:

1-) Pense na tilápia. Um peixe delicioso, mas ao qual ninguém dava muita atenção. Era coisa de “caipira”, um peixinho à-toa. Bastou apelidá-lo de Saint-Peter e as vendas (e os preços) dispararam. E hoje o bichinho é encontrado no cardápio dos restaurantes mais chiques do país. E até exportado.

2-) Me lembro que, quando era garoto, a gente comia mamões apenas dos grandes, geralmente plantados no quintal da própria casa, ou da casa da avó ou de alguma tia. Quando eu tinha uns 14 ou 15 anos, surgiram uns mamõezinhos menores, que eram chamados de Mamão da Amazônia. Eram vendidos mais como uma curiosidade, mas ninguém os levava muito a sério. Foi só chamá-los pelo nome como os mamões em geral são conhecidos no Exterior (Papaya) e as vendas dispararam. Tornou-se um sucesso de crítica e de público.

3-) Tem também o CEAG, da EAESP da FGV (quanta sigla, não?). O Curso de Especialização em Administração de Empresas para Graduados foi concebido para aprimorar os conhecimentos em Gestão de Negócios de profissionais graduados em faculdades que não de Administração de Empresas.

O que nunca impediu que administradores formados por outras escolas, que não a EAESP, também o freqüentassem, atrás de um diploma com as 3 letrinhas mágicas (FGV). Alem disso, dei aula no CEAG e sei de gente formada pela própria FGV que também o cursava, para aprimorar seus conhecimentos.

Era (e é) um curso de qualidade excelente. Mas...

Surgiram os MBAs Executivos. E, entre fazer um “Curso de Especialização” (ainda que na FGV) ou um “MBA Executivo”, a moçada não teve dúvida. E passou a se matricular em penca nesses últimos, inclusive alguns criados em (ou por) escolas de reputação duvidosa. Mas essas 3 outras letrinhas mágicas (MBA) exerciam (e continuam a exercer) um fascínio tamanho sobre gente em busca de um lugar ao sol, que passou a valer tudo para ter esse diploma, fosse expedido por quem fosse.

O mais irônico é que, na minha modesta visão de quem conheceu por dentro o CEAG na sua melhor fase, ele foi (salvo chuva, salvo engano) o primeiro MBA Executivo do Brasil. Apenas foi batizado com o nome errado, um nome sem charme, uma sigla que lembra coisa do Governo.

Você consegue lembrar de bons exemplos de nomes que provocaram o sucesso (ou o fracasso) de um produto ou serviço? Se lembrar, mande para mim.

12 de ago de 2008

Tende piedade de nós...

Veja só a "pérola" que o Yuri acaba de me enviar:

Tem gente a quem falta o mínimo "senso de noção"...

Bonitinha, porém imbecil...

Não deveria haver um limite para a ignorância?

Existe coisa mais emburrecedora do que esses programas de auditório? Assista ao vídeo abaixo e diga se não tenho razão:

Ah, as "celebridades" de hoje em dia...

11 de ago de 2008

Com atraso - Comercial bom para o Dia dos Pais

Mais uma contribuição do Yuri, que eu deveria ter postado ontem, mas, por causa da correria, não postei. Mas sempre é tempo:

10 de ago de 2008

Quem diria?

Aposto que você sequer imaginava que o comediante Steve Martin toca banjo. Eu não imaginava. Pois aqui ele toca com um dos meus músicos favoritos, Bela Fleck, e outros caras. Bela é o carinha de gravata vermelha. Acho sua banda The Flecktones (que não aparece no vídeo abaixo) das mais bacanas que conheço.

Agora quer ver (e ouvir) como tocam os Flecktones? Clique na imagem abaixo:

Além do próprio Bela, o baixista Victor Wooten é ou não é um mestre?

Vinçon - hay que conocer

Minha filha voltou de um curso em Barcelona absolutamente encantada com a Vinçon, uma espécie de loja de departamentos apenas de coisas transadíssimas, com um design muito especial. Clique aqui para conhecer o site desse varejista.

Clicando na imagem abaixo, você vai conhecer um exemplo do tipo de produto vendido na Vinçon: uma colher para escrever. Só vendo, para entender.

7 de ago de 2008

Um ótimo exemplo de como NÃO vender

Quem acompanha este blog sabe que, há alguns dias, tentei me dar um presente. Tinha conquistado (para minha empresa de consultoria) um novo projeto bacana e desafiador e estava em busca de uma dose de auto-indulgência (do tipo “eu mereço”). Tentei me dar um relógio Swatch, mas, como relatei aqui, graças à ansiedade e ao despreparo do vendedor, não consegui.

Anteontem, fuçando a Internet atrás de outra coisa, dei de cara com um antigo sonho de consumo meu: uma esferográfica da Faber com corpo de uma madeira que os americanos chamam de Pernambuco e que eu desconfio que seja Jacarandá da Bahia. Trata-se de uma caneta cujo design há anos me encanta e seduz. E que, por pão-durismo ou por outro motivo qualquer - já que se trata de um item relativamente barato, coisa de uns US$ 200 - nunca comprei. Num impulso, resolvi finalmente comprar e me dar de presente a tal caneta, no lugar do relógio.

Um parêntese: confesso que já me liguei nesses símbolos de status, como canetas Montblanc, relógios Rolex, carros italianos e coisas assim. A idade e os vários assaltos de que fui vítima nas ruas de São Paulo me transformaram numa pessoa de hábitos razoavelmente simples. Dirijo um Corolla com 3 anos de uso (excelente carro, por sinal), uso relógios baratos, adoro uma calça jeans surrada e minha idéia de um programa divertido é comer uma pizza com os amigos mais queridos no Primo Basílico.

Nesse contexto, uma esferográfica de US$ 200 é, de certo modo, uma pequena extravagância. Tenho umas tinteiros bacanas guardadas numa gaveta, mas, por praticidade, há anos deixei de usá-las. A caneta que uso (e adoro) é uma Faber daquelas de plástico e cobertas por bolinhas de borracha (acho que o modelo se chama Grip ou algo assim) que ganhei da minha mulher e que adoro, porque tem um design que considero espetacular. Sei que custa uns R$30 ou R$40 nas papelarias da vida. Mas decidi que eu merecia, finalmente, ter a caneta que namoro há anos.

Comprei uma pelo site da empresa americana Executive Essentials. Ou melhor, achei que tinha comprado...

Ontem, como um moleque que espera ansiosamente pelo presente que sabe que vai ganhar, resolvi entrar no tal site para acompanhar o processo e saber se a caneta já tinha sido despachada, ou não. Qual não foi minha surpresa ao deparar com a informação de que o pedido não podia ser processado porque faltavam informações que o comprador (eu) deveria fornecer. Note que ninguém me pediu qualquer informação adicional. Só descobri que “estava devendo” algum dado porque fui atrás.

Enviei um e-mail à empresa perguntando o que acontecia e fui informado de que, para poderem finalizar minha compra, eu deveria fornecer um endereço de cobrança nos EUA, já que meu cartão de crédito tem o endereço de cobrança no Brasil.

Expliquei que meu cartão, tendo sido emitido no Brasil, tem seu endereço de cobrança aqui. Que, by the way, é onde eu resido. Mas, como se trata de um cartão de crédito internacional, da bandeira VISA, que já foi usado nos lugares mais estranhos do planeta sem nenhum problema, poderia ser aceito por eles.

A mocinha, Sandy, uma daquelas simpáticas profissionais que você e eu conhecemos aos montes (saca a peça?), informou que, infelizmente, o processo de venda da Executive Essentials EXIGE que o cliente tenha um cartão de crédito cujo endereço de cobrança seja nos EUA.

Eu disse que, sendo assim, eu não poderia comprar minha caneta deles. Não tenho cartão de crédito com endereço de cobrança nos EUA nem em nenhum outro lugar que não seja o Brasil. E teria que procurar minha caneta em outro lugar, onde meu dinheiro fosse considerado bom.

Sandy me respondeu (sempre com aquele jeito pseudo-compreensivo irritante, de quem parece estar falando com um garotinho de 6 anos que “não sabe como as coisas de fato funcionam”) que lamentava muito, mas o processo tinha sido estabelecido pela empresa para assegurar a MINHA proteção. Como uma daquelas mães que dizem ao filho: estou te batendo, mas é para o seu próprio bem.

E quem disse a esses babacas que EU quero ser protegido por eles?

Resumindo: não consegui comprar deles a minha caneta. E tive que ir procurá-la em outra loja virtual. Onde, aliás, havia uma promoção e a caneta estava US$ 10 ou US$ 15 mais barata. Não que isso faça grande diferença, mas não deixa de ser uma pequena vitória. Não tão gratificante quanto teria sido mandar a Sandy e seu (sua?) chefe responsável por estabelecer o tal procedimento irem roçar os respectivos traseiros nas ostras, mas ainda assim uma pequena vitória.

Como acho que de tudo devemos extrair uma lição, a que tiro do episódio é muito simples: uma empresa não pode tornar as coisas mais difíceis para o consumidor do que elas precisam ser. Uma empresa - ainda mais uma empresa que tenha uma loja virtual - precisa ser “easy to do business with”, como dizem os gringos.

Do contrário, num mundo de tantas ofertas, com tanta gente por aí disposta a fazer de tudo para conquistar um cliente, a empresa vai acabar fora do mercado. Mortinha da vida, por pura estupidez de seus gestores. Com a boca cheia de formiga e sem choro, nem vela.

Acontece nas melhores empresas...

...inclusive na sua empresa e na minha:

Mais uma contribuição do Gândara.

6 de ago de 2008

O mundo está cheio de Ronaldos...

Esforço não é resultado

Nas empresas de forma geral (inclusive, em muitas instâncias, também naquelas das quais participo) muitas pessoas acreditam que o importante é desempenhar as tarefas que lhes competem. Lamento informar, mas não é: o importante é gerar os resultados pretendidos. E ESFORÇO não significa RESULTADO.

Estive refletindo a respeito desse problema (que é uma constante). Como vocês podem notar, ando muito reflexivo.

E, juntando uma conversa que tive com o Joni e o Eduardo, donos da SOAP, com várias conversas que venho tendo com o Clemente Nobrega, concluí que, ao menos em parte, é porque as pessoas confundem EXECUTAR com FAZER. Pelo uso inadequado de certas palavras, elas vão perdendo o sentido original. E é importante, de vez em quando, a gente resgatar esse significado original.

Executar vem do Latim "ex-sequire", que significa "seguir até o fim". Inclusive é daí que vem a palavra (hoje em desuso) "exéquias", que significa enterro ou sepultamento. Ou seja: é realmente acompanhar até o fim.

Portanto, aquele a quem se atribui a EXECUÇÃO de uma tarefa deveria acompanhá-la até o fim, até que gere o RESULTADO que se espera dela. Pode, ou não, delegar a tarefa em si, mas não a responsabilidade de seguí-la até o fim, de assegurar que o resultado seja produzido.

5 de ago de 2008

Gogol Bordello - se não conhece, está perdendo

Confesso que não gosto da Madonna. Devo ser dos poucos, mas não posso fazer nada a respeito. Reconheço que ela canta bem e dança razoavelmente, mas ela não me convence.

Mas esses malucos do Gogol Bordello são tão bons que conseguem torná-la aceitável até mesmo para alguém tão refratário aos seus "encantos" como eu. Veja o motivo, clicando sobre a imagem abaixo:

Se você nunca ouviu falar nessa banda de "punks ciganos", não sabe o que está perdendo. Os caras são ótimos. Loucos de pedra, mas ótimos.

4 de ago de 2008

A Indústria avança para o Varejo

É interessante observar o avanço da Indústria para o Varejo, seja através da criação de lojas conceito (quase sempre próprias), ou da implantação de redes de pontos de venda monomarca (quase sempre compostas por uma mescla de unidades próprias e franquias). As lojas conceito tendem a se prestar mais à simples divulgação da marca e de toda a sua linha de produtos, enquanto os pontos monomarca tendem a se focar na venda propriamente dita, embora também exerçam papel promocional importante.

Pode parecer um paradoxo, mas essa onda se revela mais clara precisamente no caso de marcas que já são fortes e gozam de reputação e imagem de qualidade, marcas que já consituem objeto de desejo de uma grande camada de consumidores, como Apple, Timberland, Nike e outras do mesmo naipe.

Quer se trate de material de construção, calçados, roupas ou eletro-eletrônicos, a motivação por trás desse movimento de integração para a frente, em direção ao Varejo, é a mesma: a busca de fugir das pressões das grandes redes varejistas, com suas políticas de compras "pé no peito" e sua atração crescente pelo desenvolvimento de marcas próprias somada à necessidade de criar espaços que gerem experiências de consumo positivas, nos moldes desejados por quem concebeu o produto, tornando este e a marca que o identifica mais relevantes na vida, nos negócios, na mente e no coração de cada consumidor.

Não há dúvida de que, em todos ou quase todos os ramos, a diferenciação cada vez mais se desloca do produto e da comunicação tradicional para o ponto de venda e a forma como o mesmo é operado.

Num mundo em que um consumidor médio, que viva numa grande cidade, recebe acima de 3.000 mensagens de Marketing todos os dias - e só consegue reter algo como 150 ou 170, se tanto -, vai sobreviver quem tiver a capacidade de criar experiências memoráveis para seus clientes.

Num cenário assim, vai ser notado aquele que se fizer notável. E isso, só consegue a indústria que conquistar um mínimo de controle sobre a forma como os pontos de venda a Varejo, ou pontos de interação do consumidor com o produto, EXECUTAM cada uma das tarefas que lhes cabem.

Falando em Execução, nunca é demais lembrar que EXECUTAR vem do Latim exsequitor, exsequire, que significa levar até ao fim, fazer tudo o que foi planejado, não deixar nada por fazer. Ou seja: nada é desimportante. Na busca de propiciar experiências positivas para cada um dos consumidores da marca, cada detalhe conta.

Um dos melhores comerciais dos últimos tempos

Se não foi premiado, merecia ser:

Você serve para ser um gestor?

O texto a seguir é de autoria do meu amigo e guru Clemente Nobrega, com quem tenho tido a honra e o prazer de tocar em conjunto alguns projetos altamente desafiadores. E com quem tenho aprendido lições bem valiosas.

O texto, originalmente publicado no seu blog (blog que, aliás, eu coloquei na lista de recomendados, aí ao lado), fala de coisas essenciais para o futuro de qualquer um que seja, ou pretenda ser, um gestor de qualquer tipo de negócio ou organização, com ou sem fins lucrativos. E até mesmo de uma casa, uma igreja ou uma escrivaninha:

Gestão - você dá mesmo para isso? (texto de Clemente Nobrega)

A teoria na qual o gestor tem de se basear para gerar resultados é o mecanismo mental que ele põe em marcha para prever quais causas produzem quais efeitos. Uma narrativa dentro de sua mente que diz assim: “para obter aquilo, eu tenho de fazer isso”.

Se ele for ruim em relacionar causas com efeitos, babau. Perdeu. Ele faz coisas, acorda cedo, trabalha, se esforça, e o resultado não vem. É apenas um perdedor esforçado. É prático pacas, mas nada de útil resulta dessa prática. Se fosse um cirurgião, operaria mais que qualquer outro, mas seus pacientes morreriam.

Você pode não gostar desse pragmatismo. Admito que soa meio rude, meio politicamente incorreto. Antes que reclamem: não estou dizendo que vale tudo para se obter resultado, não estou fazendo considerações éticas, nem dando conselhos.

Não sei se você vai ser feliz com essa coisa de focar em resultado.Tem gente que não é. Se você não for feliz com isso, deve mudar de profissão. A mãe de todas as leis em gestão é (deixa eu repetir): Gestão tem a ver com resultado e não com esforço. Esforço é input, Gestão é output.

É comum ficarmos repetindo conceitos e idéias das quais, à primeira vista, ninguém discordaria, mas que podem ser ou triviais ("ouça o cliente") ou enganosas ("pergunte o que o cliente quer") ou simplesmente suicidas ("faça o que o cliente quer").

Numa cena do filme Patton, o general (representado pelo ator George C. Scott), falando para seus comandados antes de uma batalha importante, diz naquele linguajar típico de seu estilo: “Lembrem-se de que nunca nenhum bastardo jamais ganhou qualquer guerra morrendo pelo seu país. A maneira de ganhar guerras é fazer os idiotas do outro lado morrerem pelo país deles.”.

Perfeito para a mentalidade gestão, mas note que é precisamente o inverso do discurso usual.

Veja outra: dizem que o sucesso está dentro de você, que se você acreditar em você mesmo ele virá. Mas o sucesso realmente está é fora de você. Alguém (que não você) tem de acreditar em você, se não o caro leitor será um perdedor mesmo que tenha uma fé granítica em si mesmo.

Lá fora há milhares de pessoas infelizes comprando livros de auto-ajuda e deixando cada vez mais felizes os autores desses livros. Eles, autores, são um sucesso, as pessoas que compram seus livros não. É irrelevante se os autores acreditam ou não neles mesmos, o importante é que outros acreditem.

Acreditar em si mesmo só é importante se levar outros a acreditarem em você. Só para isso.

Há milhões de malucos, lunáticos, alucinados, que acreditam piamente em si mesmos. Como ninguém mais acredita, eles são apenas isso mesmo: malucos, fanáticos, alucinados. Não podemos partir do princípio de que ter um sonho obsessivo seja um bom começo.

A maioria - (a esmagadora maioria) - dos sonhos não se torna realidade. Não é verdade que se você pode sonhar, você pode fazer. Se você pode sonhar você é, em princípio, apenas um sonhador. Você só chegará a algo se orientar sua ação para o que realmente conta para o resultado que quer alcançar. Só se tiver mentalidade gestão.

O mundo está atulhado de sonhos que viraram pesadelos.

3 de ago de 2008

Lições de superação

Jantei ontem com um amigo recente, Marcelo Prado, fundador e presidente da M. Prado, consultoria reconhecida no mundo do Agro-Negócio.

Marcelo tem 1% de visão. Ou seja: é praticamente cego. E mesmo assim comanda uma equipe de mais de 60 consultores, entre fixos e associados. Foi alto executivo do Grupo Algar, faz palestras por todo esse Brasil, conta piadas, conversa sobre qualquer assunto, toca violão (tem até um CD gravado com o ex-Ministro Roberto Rodrigues), escreveu (ou melhor, ditou) um livro com a história da sua vida e é antenadíssimo em tudo o que acontece. Em suma, um sujeito que não se deixou limitar, nem deixa a peteca cair.

Fico pensando nas pessoas que conheço que por qualquer coisinha se deixam abater. Gente que teria tudo para ser feliz, mas condiciona essa felicidade a coisas que não pode alcançar. Gente incapaz de tomar a decisão de ser feliz. E de fazer o que é preciso para ser feliz. Gente a quem não faltam oportunidades, falta é atitude.

Pausa para reflexão

Esta semana, almocei na Thymus com Ricardo Guimarães, um dos brasileiros que mais entendem de Branding. A prosa inteligente e agradável do Ricardo e sua história empresarial provocaram em mim inúmeras reflexões a respeito da organização de consultoria que fundei há 22 anos e do novo patamar para onde quero (e sei que vou) levá-la.

Uma frase dita por ele está martelando na minha cabeça desde que saí do almoço: "o que a lagarta chama de fim, o mundo chama de borboleta". Assim, reproduzida fora do contexto, pode parecer meio esotérica, mas garanto que não é.

E sei que muitos leitores deste blog, cujas empresas passam, como a minha, por uma fase de transição altamente positiva (mas nem por isso menos inquietadora), também vão compreender o que o Ricardo quis dizer com isso. E, assim como eu, terão um pouco mais de certeza de que é preciso mudar até mesmo o que parece estar muito bem.

Em time que está ganhando também se mexe, sim senhor.

A idade é fogo...

Um amigo bem mais velho do que eu, cuja identidade não vou revelar para não causar constrangimentos, me contou que, atualmente, só faz sexo não invasivo.

2 de ago de 2008

O Marketing está por toda a parte

Foto que minha amiga Marília Fanucchi Ferraz tirou em Paraty, na frente do restaurante da comunidade quilombola junto à qual desenvolve um projeto:

1 de ago de 2008

Uma lição sobre como NÃO ocupar o mercado

O texto a seguir, que trata de Ocupação de Mercado e, principalmente, do que não deve ser feito em matéria de Ocupação de Mercado, foi escrito por meu amigo e conselheiro Francisco Alberto Madia de Souza, presidente da Academia Brasileira de Marketing, autor de vários livros imperdíveis e, indiscutivelmente, uma das maiores autoridades em Marketing do Brasil:

STARBUCKS: SÍNDROME DE BENETTON (por Francisco Alberto Madia de Souza)

No início dos anos 90, a BENETTON decidiu ocupar a ilha de MANHATTAN. E o fez de forma açodada e inconseqüente. Em 3 quarteirões da 5ª avenida, existiam 5 lojas. Deu no que deu. Hoje não existe nenhuma e nunca mais a empresa conseguiu recuperar seu prestígio nos EUA. Claro, em boa parte devido às brincadeiras de mau gosto da dupla LUCIANO BENETTON e OLIVIERO TOSCANI.

O mesmo acaba de acontecer com a STARBUCKS. Empresa de capital aberto, fez promessas de crescimento acelerado a seus investidores e aos analistas dos fundos carregados de suas ações. Em determinado momento chegou a “jurar” que mais que dobraria o número de suas lojas nos EUA. Saltando de 7.000 para 15.000 em poucos anos. Deu no que deu. O chamado “geomarketing” foi para o espaço, e qualquer espaço ou imóvel servia. Servia? Claro que não servia, e ao retomar o comando, HOWARD SCHULTZ, além de “expulsar os vendilhões do templo” em busca da identidade perdida, passou peneira fina em todas as novas lojas abertas de afogadilho e determinou o fechamento de 600 de uma só tacada: não tinham absolutamente nada a ver com alma da MARCA.

Claro que a crise do sub-prime tem muito a ver com isso, que a freqüência às lojas caiu significativamente, que a sociedade americana como sempre faz em momentos de crise colocou os dois pés no breque, o que acabou também afetando outras organizações. Mas, se o consumidor colocou os dois pés no breque antes a direção da MARCA LEGENDÁRIA enfiara os pés pelas mãos se desposicionando na perigosa e irreversível rota da degeneração.

Assim, sai de cena o “boi novo” que quer fazer tudo às pressas independente das conseqüências futuras, e volta a prevalecer num dos mais fantásticos cases de marketing do final do milênio a sensibilidade e o comedimento do “boi velho”, da sabedoria. Em pouco tempo – dois ou três anos – as feridas estarão cicatrizadas, os erros devidamente corrigidos, aprendidos e assimilados, e a empresa voltará a brilhar como nos primeiros anos. Escolhendo, microcirurgicamente, cada novo ponto-de-venda.