31 de out. de 2008

Pré-lançamento do meu livro

O pré-lançamento do meu livro vai acontecer, só para convidados, no Espaço Franquias da ExpoManagement, no dia 11 de novembro, das 17h às 19h.

Os leitores deste blog que estiverem em São Paulo e quiserem comparecer são meus convidados. Basta que os interessados se cadastrem clicando aqui, para obter a Credencial que dará a cada um acesso ao recinto da área de exposições da ExpoManagement, onde estará situado o Espaço Franquias.

É importante ressaltar que, sem essa Credencial, ninguém pode entrar, OK? E o link que dá acesso ao site para inscrição deve ser desativado até o dia 5 ou 6 de novembro.

Uma vez feito o cadastro, é só retirar a Credencial na bilheteria, no próprio dia 11. A área de exposição estará aberta ao público a partir das 13h.

Para quem não conhece, a ExpoManagement é o maior evento empresarial do Brasil. E acontece no Transamérica ExpoCenter, que fica atrás do Hotel Transamérica da Marginal Pinheiros, em São Paulo.

Para ver um mapa indicando como chegar lá, clique aqui.

30 de out. de 2008

Por falar nele...

Meu sócio Fernando Campora estará, na semana que vem, em Budapest. Vai representar o Grupo Cherto na reunião semestral da IFCN – International Franchise Consultants Network, que reúne as principais consultorias européias que trabalham com Franchising. A organização só convida e aceita uma única consultoria de cada país.

O Grupo Cherto foi a primeira consultoria não-Européia a ser convidada a fazer parte da entidade. E até hoje é a única ali que não trabalha exclusivamente com franquias – nosso negócio é ocupação de mercado via canais de marketing, que incluem as redes de franquias, mas não se limitam a elas.

No ano passado, nossa aliada mexicana passou a fazer parte da organização, tornando-se seu segundo membro Latino Americano.

Fernando fará uma apresentação sobre a loja de vender franquias que vamos inagurar em breve em São Paulo. E sobre nossos planos de franquear essa loja em outras capitais brasileiras.

Ele vai aproveitar para visitar a Feira de Franquias da Hungria, que acontece no próximo final de semana, para ver de perto que oportunidades aquele mercado oferece para nossos clientes brasileiros, chilenos e argentinos interessados em expansão internacional e também se há ali alguma franquia que faça sentido trazer para o Brasil.

29 de out. de 2008

Agora já posso falar

Na quinta-feira passada, meio assim, falando sem dizer nada, antecipei que o mercado brasileiro de fast-food teria novidades em breve. No sábado, uma notinha na coluna Radar da Veja já dizia do que se tratava. Mas nem todo mundo entendeu. E eu continuava sem poder falar abertamente.

Agora que meus clientes já divulgaram o assunto abertamente para toda a Mídia, posso entrar mais a fundo no tema: dois clientes do Grupo Cherto, o grupo que detém o Bob's aqui e o grupo que controla a rede Doggis (lojas de cachorro quente) no Chile, formaram uma aliança, pela qual o primeiro vai trazer a marca e as franquias Doggis para o Brasil e o segundo vai levar a marca e as franquias Bob's para o Chile.

E, como dizem os presidentes das duas organizações, os "cupidos" desse casamento fomos meu sócio Fernando Campora e eu.

Tudo começou por nossa causa. Já vinhamos trabalhando para o Bob's no Brasil há bastante tempo (já desenvolvemos vários projetos para eles, tanto em Planejamento, como em Processos, em Capacitação, desenvolvimento de Ferramentas de Gestão e mais um monte de coisas), quando, um belo dia, fomos contratados pelo pessoal da Doggis para trabalhar com eles na ampliação da ocupação de mercado dessa rede no próprio Chile.

Veja bem: os chilenos não manifestavam nenhum interesse em trazer o negócio para o Brasil. Naquele momento, queriam apenas ampliar sua presença no Chile e, eventualmente, avançar pelo Peru, Venezuela e, quem sabe, México. E foi para isso que nos contrataram.

Acabamos fazendo muito mais do que isso e os ajudamos a reestruturar inteiramente o negócio, mostrando, inclusive, como eles poderiam quase que dobrar um empreendimento que já era (e segue sendo) muito bom.

Como conhecíamos as duas organizações por dentro, para nós era mito evidente que as duas tinha tudo a ver uma com a outra: primeiramente, a marca, o posicionamento e os produtos de cada uma deles complementava perfeitamente o portfólio da outra e, muito mais importante, a cultura das duas era muito similar. As duas tinham o mesmo DNA.

Apresentamos os donos de uma aos donos da outra e a empatia foi imediata. Era como se fossem primos que não se viam há muito tempo, mas mesmo assim tinham o mesmo sangue.

Acabamos sendo contratos por ambas as partes em conjunto para fazer parte de um grupo de trabalho integrado por executivos dos dois lados, com a missão de estudar a viabilidade e definir o modelo de negócio mais apropriado, traçando um plano de ação factível e um cronograma para levar a coisa adiante.

Depois de mais de um ano de trabalho, finalmente o contrato entre as duas foi firmado na semana passada. E a implantação para valer começa agora.

Como "cupido-mor" e "padrinho", estou super feliz. Estou seguro de que é um "casamento" que tem tudo para dar certo.

Wassup versão 2000 e versão 2008

"Wassup" é a corruptela de "What's up?", expressão que pode ser traduzida por "E aí?" ou "diz aí!". Expressão tipicamente usada por quem não tem muito o que dizer, na linha surfista toupeira, sabe como é?

O vídeo abaixo traz um divertido comercial da Budweiser de 2000, que usa e abusa dessa falta de assunto:

É bom lembrar que 2000 foi o ano em que George W. Bush foi eleito pela primeira vez para a Presidência dos EUA.

O vídeo abaixo, que me foi enviado pelo Yuri, é a "versão 2008" daquele comercial. Na verdade, é um tremendo viral pró-Obama. Vale a pena conferir:

Prefácio do Galebe para meu novo livro

Este é o texto do Prefácio que o Luiz Galebe, fundador e presidente do Shop Tour, escreveu para meu livro "Somos Todos Vendedores":

Prefácio para o livro “Somos Todos Vendedores” [escrito por Luís Galebe]

Vendedor não é profissão. É habilidade comum entre aqueles que ficam ricos, de empreendedores a profissionais liberais, de comerciantes a prestadores de serviços e homens de idéias. Mais do que obrigação ou condição, vender é o caminho mais curto para a fortuna.

Um médico, um arquiteto ou um engenheiro precisam ser bons vendedores? A maioria das pessoas possivelmente afirme que não. Talvez diga que eles precisam ser competentes, executar seu trabalho com precisão e entregar os melhores resultados possíveis. Está bem. Mas imagine, digamos, três médicos excelentes, com formações e capacidades semelhantes. Um é conhecido e ganha um bom dinheiro. Outro é famoso e ganha mais dinheiro. O terceiro é uma celebridade e ganha fortunas. Qual a diferença entre eles?

Podem existir muitas respostas, que certamente terão um ponto em comum. O primeiro médico não sabe se vender. O segundo sabe. E o terceiro, além de bom vendedor, também é craque em marketing, uma palavra que sempre anda de mãos dadas com vendas.

Vender é ação, é habilidade e treino. Vender é exposição – do produto, do serviço, da idéia, de você mesmo. Certas condutas são necessárias, mas vender, sobretudo, é prática. Muitos se aventuram a dissertar sobre vendas (eu mesmo já tentei e confesso que me entendo melhor com a prática do que a teoria). Mas vender não é um conjunto de regras, normas e conceitos. Para aprender a vender, ou aperfeiçoar seu estilo de vender, o melhor é aprender e se inspirar com erros e acertos, sejam os seus ou os de outras pessoas.

Marcelo Cherto, um craque no assunto, sabe que é assim que funciona. Por isso, “Somos todos vendedores” é uma reunião de histórias que resultam num romance desse assunto, no qual muitas pessoas vão se enxergar em diversos capítulos.

Divertido de ler, ele impressiona até pela sua maneira poderosa de avançar.

Cherto dá um show neste livro.

27 de out. de 2008

Lula é a Amy Winehouse da política

Estive refletindo e concluí que o Lula é uam espécie de Amy Winehouse da política brasileira: quando mais merda fala e faz, mais sucesso alcança. E pelos mesmos motivos que levam a moçoila doidivanas a fazer sucesso: por ter talento e carisma.

O duro é que outros petistas pensam que podem repetir o êxito do seu grande timoneiro. E põem os pés pela mãos achando que podem dizer e fazer as bobagens que quiserem, que vão sempre sair por cima da carne seca. E o resultado é o que se vê: ferro neles!

Foi assim com Marta Suplicy e sua desastrosa opção por adotar, na campanha pela Prefeitura de São Paulo, uma linha preconceituosa, homofóbica, de mau gosto. Burra mesmo.

E quando você pensa que os petistas aprenderam e, pelo menos durante um bom tempo, vão ficar de boca fechada para não dizer besteiras, vem o senador Mercadante (que andava "submerso" desde o mal explicado episódio do falso dossiê que pretendeu complicar a vida do Serra) e solta a seguinte pérola: "O PT não perdeu a eleição em São Paulo. Apenas deixou de ganhar".

Em matéria de querer tapar o sol com a peneira, é das coisas mais tolas que ouvi nos últimos tempos.

26 de out. de 2008

Meu livro é recomendado pela Academia Brasileira de Marketing

Que me perdoem os leitores deste blog, mas, como diria um dos personagens de uma peça de teatro a que assisti muitos anos atrás, “estou cheio de si”. Meu novo livro, SOMOS TODOS VENDEDORES, que, de acordo com a Editora, deve sair da gráfica até o final desta semana, foi aprovado e passa a ser recomendado pela Academia Brasileira de Marketing, que autorizou a inserção, numa das páginas de abertura da obra, do seguinte texto:

Este livro foi selecionado, aprovado e recomendado pela ACADEMIA BRASILEIRA DE MARKETING.

A ACADEMIA BRASILEIRA DE MARKETING é uma iniciativa e propriedade intelectual do MADIAMUNDOMARKETING, idealizada no final dos anos 90 e institucionalizada em março de 2004.

Tem como MISSÃO: identificar, selecionar e organizar as melhores práticas do MARKETING mundial e disseminá-las no ambiente empresarial brasileiro, garantindo o acesso às mesmas, muito especialmente das micro, pequenas e médias empresas, no sentido de contribuir, decisivamente, para seus sucessos e realizações na luta pela sobrevivência e crescimento.

Tem como VISÃO: tornar todas as empresas brasileiras extremamente competitivas pela adoção e implementação das melhores práticas do MARKETING, resultando, por decorrência, no desenvolvimento econômico e social do país.

Seu ENTENDIMENTO DO MARKETING: mais que uma caixa de ferramentas, é o de tratar-se de ideologia empresarial soberana e consagrada, presente nas empresas que buscam, de forma incansável e permanente, conquistar, desenvolver e preservar clientes, e crescer, sempre, e, preferencialmente, através dos próprios clientes.

SOMOS TODOS VENDEDORES, de autoria de Marcelo Cherto, corresponde integralmente aos princípios e compromissos da ACADEMIA BRASILEIRA DE MARKETING.

Francisco Alberto Madia de Souza, Armando Ferrentini, Milton Mira de Assumpção Filho, João De Simoni Soderini Ferracciù, Lincoln Seragini, Eduardo Souza Aranha, Gilmar Pinto Caldeira, José Estevão Cocco, Marcos Henrique Nogueira Cobra, Pedro Cabral, Alex Periscinoto, Francisco Gracioso, Amália Sina, Régis Dubrule, Ivan Zurita, Luiz Antonio Cury Galebe, Chieko Aoki, Nizan Guanaes, José Victor Oliva, Cristiana Arcangeli, Agostinho Gaspar, Carlos Augusto Montenegro, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni), Luiz Carlos Burti, Álvaro Coelho da Fonseca, Elcio Aníbal de Lucca, Walter Zagari, Peter Rodenbeck, Edson de Godoy Bueno, Guilherme Paulus, Miguel Krigsner, Viviane Senna, Antonio Jacinto Matias.”

Diga aí: se um livro escrito por você recebesse um endosso desses, com nomes desse peso, você também não ia ficar se achando?

Vou ser franco: até sei que é pobreza de espírito e que logo passa, mas hoje eu tô me achando.

24 de out. de 2008

A bruxa tá solta

É o meu segundo ex-patrão que morre num espaço de poucos dias. Na semana passada, escrevi aqui que havia ido à Missa de Sétimo Dia do primeiro cara que me deu um emprego, como office-boy, em Santos, quando eu tinha 16 ou 17 anos de idade, o Luiz Mesquita.

Hoje, li no Estadão que neste domingo, dia de votar contra a Marta, será a Missa de um dos fundadores do primeiro escritório de advocacia onde trabalhei (como estagiário) em São Paulo, há uns 35 ou 36 anos. Falo de José Eduardo Monteiro de Barros.

Na época, era um pequeno escritório que funcionava num antigo prédio de apartamentos da Avenida São Luiz chamado Edifício Vilma Sônia (ou Wilma Sônia, sei lá), que estava em pleno processo de se tornar um prédio comercial. Resultado: acontecia da gente estar chegando ou saindo com um cliente e dar de cara, no elevador, com uma dona de casa, ou uma empregada, empurrando um carrinho de feira. Me lembro de um advogado que morria de vergonha quando isso ocorria. Eu achava absolutamente hilário.

Quando fui trabalhar lá, éramos dois ou três estagiários, uma meia-dúzia de advogados e outros tantos funcionários de apoio. Não chegávamos a 20 pessoas, no total. Bons tempos, aqueles.

Não havia muitos clientes, nem um volume muito grande de casos em andamento. Por isso, em raras ocasiões, acontecia de dois dos sócios ficarem na sala de um deles jogando xadrez, enquanto a peãozada olhava.

Quem me deu o emprego não foi o Zé Eduardo. Foi um de seus sócios, o Antonio de Souza Correa Meyer, mais conhecido como Tonico Meyer ou Tony Meyer. E o fez a pedido de meu irmão, Carlos Cherto, na época sócio do Saulo Ramos e do Professor Vicente Ráo.

Além do Meyer, me aproximei bastante de outro advogado, que na época, se não estou enganado, nem sócio era, o Moshe Sendacz. Aprendi muito com os dois, de quem até hoje sou amigo e admirador incondicional. E a quem sou muito grato pelas oportunidades que me deram e pelas portas que me abriram. Moshe, aliás, foi o principal responsável por eu ter sido aceito no curso de Mestrado em Direito da New York Univesity, que foi um turning point na minha vida. Qualquer hora eu conto essa história.

Quem conhece o meio jurídico já deve ter adivinhado que aquele pequeno escritório, que na época se chamava Barros e Freire – Advogados e depois se tornou Barros, Machado e Meyer, veio a se transformar na enormidade que é o Machado, Meyer, Sendacz e Ópice, um dos maiores escritórios de advocacia do Brasil e da América Latina, com mais de 850 funcionários.

Um escritório que volta e meia é citado na Exame, no Valor e na Gazeta como um dos principais articuladores das Fusões & Aquisições e nos IPOs que dominaram a cena empresarial brasileira nos últimos anos.

Tenho um orgulho danado daquele pessoal e de ter feito parte - ainda que num papel ínfimo, menos que secundário, sem importância nenhuma - da sua história.

Vídeo-demonstração da Beretta Xtrema2

Os homens vão adorar este vídeo promocional: o cara que faz a demonstração atira muito. O sotaque de Crocodile Dundee torna um pouco difícil compreender o que ele diz, mas o sujeito é muito bom mesmo.

Quem me mandou o vídeo foi o Gândara.

Esta saiu no Blog dos Irmãos Bacalhau

23 de out. de 2008

Vem novidade aí

Nos próximos dias, será divulgada uma novidade no mercado de fast-food. Tenho que ficar de boca fechada, mas logo os leitores deste blog saberão do que estou falando.

Na Austrália, pixador vai em cana

Vivi umas semanas na Austrália, na época em que uma empresa sediada naquele país foi sócia minha e do Fernando Campora aqui no Brasil. E pude testemunhar que lá a Lei existe para ser levada a sério, sendo aplicada de forma igual a todo mundo.

Os policiais são educados, mas firmes. Inclusive (e talvez principalmente) quando lidam com “autoridades” e “celebridades”. Fiquei com a impressão de que o “sabem com quem está falando?” lá, se for usado, acaba se tornando um tiro que sai pela culatra.

Caminhando pelas ruas de Melbourne, num domingo à tarde, assisti à seguinte cena: um rapazinho com cara de maus bofes vinha caminhando pela calçada com duas latas de tinta spray nas mãos. Do outro lado da rua, dois policiais o viram e imediatamente atravessaram, pararam o jovenzinho e começaram a questioná-lo. Me aproximei e pude constatar que estavam anotando o nome, endereço e itinerário dele – de onde vinha e para onde ia. Ao final, disseram: “se no bairro onde você mora, ou nesse caminho que você diz que fez e que vai fazer, surgir uma única pixação, iremos atrás de você e o levaremos à delegacia para ser interrogado e, quem sabe, fichado”.

Por isso, não me surpreende este cartaz (muito bem sacado, aliás) colado nas costas dos bancos de um ônibus que alerta: “Pixe e sua próxima parada pode ser na cadeia”. Curto e grosso:

Tá lá, no Blog do Bonitão

Depois de ler o post de ontem, um leitor deste blog me enviou a imagem abaixo, que foi publicada originalmente no Blog do Bonitão:

22 de out. de 2008

O tiro no pé de Marta Suplicy

Como profissional de Marketing, continuo achando que Marta Suplicy - ou seus marqueteiros de plantão, tanto faz - deu um tiro no próprio pé, ao questionar o fato de Gilberto Kassab ser solteiro e sem filhos.

Deixando de lado minha crença de que será bem melhor para minha cidade que essa senhora não seja eleita, como homem de Marketing não consigo entender o que foi que o responsável por esse questionamento pretendeu. Já ouvi várias interpretações, mas nenhuma me convence. Me parece burrice pura.

Uma "explicação" que ouvi de pessoas inteligentes é de que Marta pretenderia, com esse questionamento, agradar aos evangélicos, que não aceitariam bem a idéia de um líder solteiro e sem filhos.

Ora, isso simplesmente não tem sentido. Afinal, até onde sei, Cristo era solteiro e não tinha filhos. E não conheço nenhum evangélico que questione sua liderança.

A respeito do infeliz, preconceituoso e homofóbico questionamento, recebi hoje, de uma amiga, um texto de autoria da jornalista Marli Gonçalves, sócia da Brickmann & Associados, que é um verdadeiro soco no estômago da candidata do PT e sua tropa.

Chequei a autoria e pedi autorização para reproduzir o texto neste blog. Aqui vai:

Solteira, sem filhos. E daí? [texto de Marli Gonçalves]

Dona Marta e sua gente, que me perdoem todos, mas diretamente desejo de coração que vocês todos sejam jogados na lata do lixo da história. E que suas cabecinhas falsas, perversas, atrasadas e ignorantes fiquem bem longe de nossa cidade. Vocês, Dona Marta e sua gente, estão querendo governar São Paulo? Deus nos livre de vocês, com esse pensamentinho barato, esse jeitinho comunista de ser que não resiste a um vento, essas balelas religiosas, esses estelionatos que estão praticando em todo o país.

Dona Marta e sua gente, vocês não mexeram só com os gays, ou os seus simpatizantes, o que já seria mais do que suficiente para afundá-los na lama. Vocês mexeram com os solteiros, sem filhos. Mexeram comigo. E com milhões de outras pessoas que são, sim, SOLTEIROS. E que não têm filhos, não! Vocês chamaram para a guerra - e como seus figagais inimigos - os solteiros, sem filhos. Somos muitos, Dona Marta, e somos poderosos! Porque vivemos para nós. Podemos ser gays. Podemos não ser. Podemos ter cachorro, gato, papagaio, beijá-los na boca, dormir com eles na cama. Podemos transar. Podemos nos manter sem transar. Podemos transar com um, com dois, com três. Podemos nos apaixonar. Sabia? Podemos até casar! E ter filhos... Ou adotar, ou cuidar dos filhos dos outros...

Olha, só, Dona Marta, podemos ter amantes! Não é muito mais divertido?

Está com inveja? Saiba, Dona Marta e sua gente, que há muitos de nós! Sabe que somos muito bem requisitados e valorizados no trabalho? Que nossas casas são mais bonitas? Que gastamos melhor nosso dinheiro? Que somos mais responsáveis, carinhosos e ligados aos nossos amigos e familiares? Por um acaso, Dona Marta, sabe que somos a cara da cidade que a senhora ousa se recandidatar a governar?

Que papelão, que nojo. Quem são vocês, Dona Marta e sua gente, para ousar questionar essa opção? Vocês têm alguma idéia de como é, para nós, importante, poder responder orgulhosamente: Solteiros, sem filhos. Imaginam o que eu, mulher, solteira (embora com muitos casamentos sem papel) já passei, encontrando nesses meus 50 anos de vida, gentinha como vocês? Gentinha que considera, no fundo de suas pequenas almas, que somos gente de 'segunda categoria', ou que - nossa! - por não sermos casados, somos 'gays'? Cansei e canso de ouvir insinuações, em geral veladas. 'Humm... Ela deve ser sapatão!'

Sou não, Dona Marta. Mas nem eu nem o prefeito Kassab, nem nenhum de nós, lhe deve satisfações sobre para quem damos, se comemos ou somos comidos, se fazemos sexo com homens, mulheres, ou ambos.

Não, Dona Marta e sua gente: somos livres! Eu, por exemplo, não tenho que agüentar um marido argentino rabo de saia ou um senador idiota ilustre por anos para dizer que tenho alguém. Eu não tenho que sorrir em festas infantis, muito menos ver meus lindos filhinhos virando pseudopunks ou sambistas chatos e sem noção. Mais: eu não tenho que a qualquer preço vender a minha biografia ou tentar mudar minha cara e minha personalidade. Dona Marta, a quem a senhora pretende enganar tentando parecer a Luiza Erundina? Ficou igual à Vovó Donalda, Dona Marta, olhe bem no espelho. Porque a Luiza Erundina, Dona Marta, que deveria estar muito envergonhada de estar do seu lado, nunca teve problemas em dizer que era solteira, sem filhos. Governou a cidade, foi muito querida, e só se atrapalhou mesmo quando essa sua corja petista começou a meter a mão na cumbuca.

Como vocês ousam fazer essa pergunta ao prefeito Kassab? Sim, eu respondo por ele: é solteiro, sem filhos; ouvi dizer que tem um gato de estimação. Mas Kassab tem uma família; todos com uma história construtiva, muitos engenheiros, gente do bem, Dona Marta! Irmãos, que o querem muito bem, com certeza. Cuida do pai, cuidou da mãe, vive feliz, seus olhos brilham e ele gosta de trabalhar pela cidade. A senhora pode dizer que tem uma família? Cadê? Mostra aquela foto da sua família! Aparece com o Luis Favre! Apresente-o para a gente! Não me faça rir. Mas, por favor, chega, não me faça querer xingá-la, como é o pensamento que tenho agora. Me deixe simplesmente esquecê-la, ou lembrar apenas de seus melhores momentos. Olha que já está ficando difícil lembrar dessa parte de sua biografia.

Vamos falar sério, Dona Marta e sua gente: podemos começar com Celso Daniel. Que tal? Não, não quero saber de nada de crime de Santo André. Quero saber como é que vocês conseguem dormir depois de, por causa do preconceito, há exatos 6 anos fazer de tudo para que a verdade mais clara do mundo a respeito de Celso Daniel (e verdade com a qual ele lidou numa boa) não aflorasse. Petista não pode ser viado, né? Pode, sim!

A senhora e sua gente acha mesmo que levantou alguma suspeita sobre o prefeito Kassab? Ora, seu filhinho Suplinha pula dali, pula daqui... e não é que ele é solteiro, sem filhos? Será gay? Será por isso que ele usa aquelas tachas na roupa, pinta o cabelo, faz cara de mau? Lá pelos lados do Palácio do Planalto tem outras pessoas assim, hein? Solteiras, sem filhos! Quer que eu lembre de algumas ou não precisa?

Dona Marta, que vergonha, que papelão! A gente não lutou tanto tempo, não morreu brigando, foi torturado, batalhou tanto para a senhora e sua gente vir agora mexer com uma coisa tão importante como é a liberdade individual. Dispensamos e desprezamos gente como você, e como o Eduardo Paes, que deveria ir, logo, para o PT.

Marli Gonçalves, jornalista, 50 anos, solteira, sem filhos. E não é gay!

21 de out. de 2008

A morte anunciada dos esquilos cegos

Em períodos de abundância, como o que atravessamos nos últimos anos, até um esquilo cego encontra uma noz aqui, outra ali, e assim vai vivendo.

Traduzindo: com grana sobrando no mercado, qualquer um vende qualquer coisa... mesmo que trabalhe mal.

Em tempos de vacas magras, como os que se anunciam, vai vender e crescer quem realmente se preparar para isso... inclusive contando com os canais certos, estruturados da forma adequada e geridos com o máximo de efetividade.

Daqui para a frente, vai vender qum for profissional. E fizer o que resolve.