18 de abr. de 2008

A vida te deu um limão? Faça uma limonada.

Um dos escritórios da Manpower (rede americana de agências de mão de obra definitiva e temporária) na Itália teve a vitrine trincada por uma pedra atirada por algum vândalo.

O que, para a maioria das pessoas não passaria de uma grande aporrinhação, transformou-se numa oportunidade de divulgar o que a empresa faz, graças à sacada de um publicitário, que mandou fazer um adesivo com a frase "Precisa-se de um vidraceiro" e o colou ao lado da trinca:

Só o que gerou de espaço na mídia paga muitas vitrines...

Como já disse alguém, você nem sempre tem controle sobre o que lhe acontece. Mas pode controlar a forma como reage ao que lhe acontece.

17 de abr. de 2008

Automóveis feitos de... gente

Clique na imagem abaixo e assista ao maravilhoso comercial da Ford Canada, que mostra vários modelos de carros "feitos" com corpos de bailarinos e uma poucas peças como parachoques, grades dianteiras, parabrisas e rodas com pneus:

Além de bem sacado, o filme foi muito bem feito.

Clique nesta outra imagem e assista ao making of desse comercial:

A Mídia e o caso Isabella

Não sei se você também, mas eu já não aguento mais a cobertura do chamado Caso Isabella. Não que eu seja um insensível. Ao contrário, eu não tenho é estômago para o estardalhaço que praticamente todos os orgãos da grande Mídia - uns com mais elegância, outros enfiando o pé na jaca - vêm fazendo.

Desde os primeiros momentos, tenho lá o meu palpite para o que aconteceu. Mas nem por isso vou publicá-lo aqui (ou em nenhum outro lugar). Aliás, venho torcendo para estar totalmente enganado, embora tudo pareça indicar que não estou.

Uma das poucas manifestações decentes que li a respeito do assunto foi um comentário de Fernando de Barros e Silva, publicado na Folha de S. Paulo de alguns dias atrás. Esse senhor - que eu não conheço, mas passei a admirar - observa que o episódio é um daqueles em que o interesse público é quase nulo, mas o interesse DO público é imenso. A meus ver, mais ou menos como se passa com os BBBs da vida e outras manifestações culturais (eu disse culturais?) a que aos poucos somos forçados a nos acostumar.

Em casos assim, como diz Barros e Silva, fica muito difícil traçar a linha que separa a necessidade (e a vontade) de informar da pura intenção de entreter o público a qualquer preço, gerando, estimulando e, às vezes, satisfazendo a curiosidade mórbida e outras taras.

Aos seres humanos pensantes, resta lamentar o ocorrido, esperar que os responsáveis sejam identificados (da forma justa e de acordo com a Lei), julgados (idem) e punidos (idem). E também parar de dar atenção aos veículos que exploram situações desse naipe.

Além, é claro, de orar pela alma da pequena menina e de tantas outras crianças vítimas da estupidez e da falta de Valores que infelizmente permeiam a sociedade em que vivemos.

Ação genial em lavanderias tipo laundromat

Para quem é bom de Marketing, todo lugar é lugar, toda hora é hora.

Veja só que genial esta ação para divulgar o antiácido Pepto-Bismol feita em lavanderias do tipo laundromat (onde o próprio cliente usa as máquinas para lavar e secar suas roupas).

A imagem fala por si mesma. E a frase diz, numa tradução livre: "não importa o que você jogue para dentro do seu estômago, o comprimido cor-de-rosa protege você".

13 de abr. de 2008

A pergunta que não quer calar...

Tem alguma chance de ser bem sucedida uma empresa que disputa espaço no mercado do Século 21 usando técnicas de Seleção e Gestão de Canais de Marketing do Século 19?

Só para refrescar a memória: Canais de Marketing são as estruturas de negócios interdependentes que uma empresa pode utilizar para levar seus produtos e/ou serviços até o consumidor final, interagindo com ele para vender, explicar, entregar, informar, atender, ouvir, motivar e prestar serviços.

Os principais Canais de Marketing que uma organização pode utilizar incluem: Revendas, Distribuidores, Franquias, Equipe de Vendas Própria, Filiais, Agentes, Representantes Comerciais, Dealers, e-Commerce, Assistências Técnicas e outros.

Criatividade para estimular consumo consciente

Observe o poster acima. Belo cartaz russo, escrito em caracteres cirílicos, não?

Mas não é nada disso. Cópias dele vêm sendo instaladas em banheiros masculinos dos bares e pubs de Cape Town, na parede oposta àquela onde se encontram as pias. Veja abaixo como fica a imagem refletida no espelho.

Com a imagem invertida, o que à primeira vista parecia ser uma frase em Russo (escrita, evidentemente, em caracteres cirílicos) se transforma na frase, em Inglês, "Real men don't drink and drive". Ou, numa tradução pra lá de livre, "Homem que é homem não dirige depois de beber".

Trata-se de uma campanha da vodka russa Russian Bear (Urso Russo), que objetiva estimular o consumo responsável de bebidas alcoólicas.

11 de abr. de 2008

Mais duas bandas formadas só por i-Phones

Mais duas bandas formadas exclusivamente por i-Phones (equipados com softwares diversos). Vale pela curiosidade:

Vale também para constatar como a Apple leva a sério (e faz bem feito, usando diversas mídias simultaneamente) o trabalho de construção de imagem de seus produtos. Sim, porque eu desconfio que é a própria empresa (ou alguém ligado a ela) que alimenta o You Tube com esses vídeos.

Se for coisa espontânea, feita por gente que não tem o menor vínculo com a Apple, então é sinal de que o trabalho de Branding que a empresa faz é ainda melhor do que eu achava.

7 de abr. de 2008

A criatividade humana não pára de me surpreender

Algum dia passaria pela sua cabeça construir, com suas próprias mãos, um caiaque de verdade inteirinho feito com hashis (aqueles palitinhos de madeira usados para levar à boca comidas orientais)?

Pois foi exatamente o que fez Shuhei Ogawara, funcionário aposentado da prefeitura de Koriyama, no Japão. Inconformado com o que considerava um desperdício de madeira de boa qualidade, passou dois anos coletando 7.382 hashis na cafeteria da prefeitura e depois gastou mais de 3 meses colando uns nos outros para construir com eles o caiaque com 13 pés (4 metros) de comprimento que você vê na foto:

Obviamente, o japonês risonho ao lado do caiaque é Shuhei.

6 de abr. de 2008

Mais uma ação criativa da Wonderbra

As ações de Marketing da Wonderbra são quase sempre criativas, bem humoradas e, a meu ver, extremamente eficazes no posicionamento da marca e do produto (sutiãs desenhados de modo a levantar, projetar e realçar os seios até mesmo de quem os têm pequenos).

Veja, por exemplo, esta ação, numa estação de metrô:

Note que a linha amarela (linha de segurança, atrás da qual os passageiros devem ficar enquanto aguardam o trem) para quem usa Wonderbra fica um pouco para trás da linha de segurança para os demais passageiros.

Mensagem clara: quando a mulher usa Wonderbra, seus seios são tão projetados e ganham tal volume (algo que eu suspeito ser o desejo secreto, ou nem-tão-secreto, de 9 em cada 10 mulheres menos favorecidas pela natureza no que se refere a esse quesito) que, se ela ficar na mesma posição dos demais passageiros, vai acabar sendo atingida pelo trem.

3 de abr. de 2008

Outdoor sem imagem. Mas com muita imaginação.

Tempos atrás, escrevi neste espaço a respeito da rede de lojas Muji, do Japão. E disse que a ausência absoluta de brand é, naquele caso específico, um exercício de Branding da melhor qualidade.

Neste outdoor da Playboy - quem diria? -, a ausência de imagem, somada ao uso criativo da iluminação, dá asas à imaginação. Confira:

1 de abr. de 2008

Idoso é a vó !!! (Será que ela é mesmo?)

Minha última coluna mensal na Gazeta Mercantil, publicada na edição de ontem (31 de março), gerou mais e-mails e comentários do que qualquer das anteriores. Tanto que resolvi reproduzí-la aqui.

Como v. pode ver, nele defendo a idéia de que está na hora de revermos o conceito de que alguém que chega aos 60 ou 65 deve ser considerado um idoso. Posso estar advogando em causa própria (afinal, me faltam menos de 7 anos para chegar aos 60), mas nem por isso deixa de ser verdade que há muita gente que continua ativa e produtiva aos 70, 80 e até mais.

Leia e forme sua opinião:

A vida não termina na meia-idade

Marcelo Cherto

Sempre me encafifou a crença generalizada de que a vida produtiva de um profissional deve se encerrar aos 65 anos de idade. Durante anos me perguntei de onde haveria surgido esse número cabalístico. Até que, dias atrás, lendo um artigo de Carlo Strenger e Arie Ruttenberg, descobri que foi uma lei alemã de 1916 que estabeleceu essa idade como a mínima para que alguém se aposentasse naquele país. E por que 65? Porque o Governo da época estava convencido de que bem poucos alemães chegariam a viver tanto. Afinal, naquele tempo, a expectativa de vida na Europa Ocidental era de menos de 50 anos. E, assim, não haveria muitas aposentadorias a pagar.

Porém, com a expectativa de vida se aproximando rapidamente dos 80 ou 90 anos, o conceito de meia-idade, assim como a idade da aposentadoria compulsória, precisam ser revistos rapidamente. Alguns dirão que, como já passei dos 50, estou advogando em causa própria. Pode até ser. Mas, se você parar para pensar, vai se dar conta de que conhece muita gente que, aos 80 ou mais, continua produtiva.

Comecei a trabalhar aos 17, como office-boy. Mas só me tornei produtivo de fato depois de ter concluído meu Mestrado, aos 24 anos. Como estou prestes a completar 54, posso dizer que sou produtivo há exatos 30 anos. E como, graças aos avanços da Medicina, me parece justo ter a esperança de chegar inteiro e trabalhando até os 84 anos de idade, posso dizer que, em princípio, salvo algum acidente de percurso, devo ter outro tanto de vida produtiva pela frente.

Digam o que disserem, com ou sem aumento da expectativa de vida, quem chega à meia-idade toma consciência de sua mortalidade. E de suas limitações. Há quem lide com isso comprando um carro esporte. Ou fazendo uma tatuagem. Ou trocando a esposa de 50 anos por uma de 25. Ou fazendo tudo isso ao mesmo tempo, numa tentativa vã de prolongar a própria juventude. Mas um número crescente vem optando por alterar o rumo de suas vidas abraçando uma nova carreira. O que me parece o caminho mais salutar.

Fundamental é que a pessoa mantenha a mente, os olhos e o coração abertos para perceber e explorar todas as oportunidades que certamente vão passar ao seu alcance. Que podem ir de investir numa franquia, a dar aulas, fazer palestras, fundar e dirigir uma ONG, abrir um restaurante ou se integrar a uma banda de Jazz. Vale tudo, desde que se mantenha a noção clara e realista, mas nunca pessimista, das próprias possibilidades.

Da minha parte, estou decidido seguir criando novos negócios e fazendo uma diferença positiva na vida das pessoas que me cercam, pautando minha existência – tanto no plano profissional, como no pessoal - pelo conselho sábio que um dia ouvi de meu amigo e companheiro de Academia Brasileira de Marketing Edson Godoy Bueno, fundador e maior acionista da Amil: nunca permita que suas lembranças se tornem maiores que seus planos”.

No que depender de mim, vou seguir sonhando, pensando grande, inovando. Criando novos produtos e novos negócios. Fazendo muitos planos. E pedindo a Deus que me dê saúde, garra e discernimento para transformá-los em realidade.

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MARCELO CHERTO é presidente do Grupo Cherto (www.cherto.com.br), diretor do Portal Franquia (www.franquia.com.br), membro da Academia Brasileira de Marketing e do Conselho Global da Endeavor (www.endeavor.org.br).

28 de mar. de 2008

Os caras vendem mais de 500 marcas de cerveja !!!

Integrante do grupo de casas de "entretenimento gastronômico" Allston Finest e localizado em Allston, um subúrbio de Boston, nos EUA, The Sunset Grill and Tap é um bar-restaurante que se diferencia por servir mais de 500 marcas de cerveja, importadas do mundo todo. Inclusive do Brasil, como mostra o primeiro dos cartazes reproduzidos abaixo:

Aliás, que imagens bem sacadas, essas que combinam as bandeiras do Brasil, Japão e Bélgica com elementos que remetem a cerveja, não acha?

26 de mar. de 2008

Falha minha

No Post de ontem, sobre a Blendtec e sua estratégia de Marketing inovadora (para dizer o mínimo), esqueci de comentar que são os próprios internautas que sugerem os objetos que Tom Dickson deverá liquefazer / triturar nos próximos vídeos.

Pode conferir, clicando aqui.

Ou seja: a estratégia envolve não apenas Marketing Viral, mas também Marketing Participativo, pois inclui uma bela dose de INTERATIVIDADE. Quem sugere um objeto e, depois, assiste ao vídeo que mostra esse objeto ser triturado, se sente co-autor do filme. E trata de disseminá-lo entre o maior número de amigos que puder.

25 de mar. de 2008

Marketing alternativo? Põe alternativo nisso!!!

A Blendtec, marca americana de liquidificadores, moedores e centrífugas, sediada no improvável estado de Utah, usa uma ferramenta de Marketing para lá de alternativa: vídeos postados no You Tube (e espalhados como vírus, pelos próprios internautas), nos quais um apresentador muito "figura", chamado Tom Dickson, usa um TotalBlender (um dos modelos de liquidificador comercializados pela Blendtec) para, é claro, liquefazer (não é isso mesmo que os bons liquidificadores fazem?) objetos dos mais insólitos.

Que tipos de objetos? Um punhado de bolinhas de gude, um iPod, um conjunto de bolas de golf, vários isqueiros, um boneco do Chuck Norris (junto com vários bonecos "do mal") e um iPhone, entre vários outros.

Duvida? Clique na imagem abaixo e veja o que o cidadão faz com um iPhone:

É de se perguntar: e esse tipo de Marketing funciona?

Numa época em que um ser humano médio, que viva numa metrópole, recebe cerca de 3.000 mensagens e apelos mercadológicos por dia, o grande desafio é atrair a atenção de consumidores em potencial uma forma que reforce a imagem que a marca quer transmitir. E, com isso, elevar as vendas dos produtos ou serviços daquela marca.

E, até onde sei, a Blentec está conseguindo bons resultados, com essa sua estratégia "maluca".

Clique aqui para assistir a outros vídeos da série Will it Blend?.

Ainda não é a Apple Store, mas...

Os donos da rede Fast Shop, uma das melhores cadeias de pontos de venda de eletro-eletrônicos do país, vai implantar uma nova rede de lojas, a a2you (que, ao que parece, quer dizer Apple To You ou Apple Para Você ou algo assim), para vender, não apenas, mas principalmente produtos da marca Apple.

A primeira unidade da nova marca deve ser inaugurada ainda este mês no Shopping Iguatemi, em São Paulo. Como sou fã, tanto da Apple, como da Fast Shop, vou adiantando que minha expectativa é alta. Espero que não me desapontem.

É interessante observar que, depois de anos praticamente ignorando o mercado brasileiro, nos últimos tempos a Apple fechou acordos com diversos varejistas, como o Extra e as livrarias Saraiva e Fnac, para implantar corners (shop-in-shop ou store-in-store) para a venda de produtos da marca nas lojas dessas redes.