26 de fev. de 2009

Franquia como alternativa de carreira (PLANO B)

Este é o texto original do artigo de minha autoria publicado na edição de hoje (26/02/2009) da Gazeta Mercantil:

Todos em busca do “Plano B” [artigo de Marcelo Cherto]

Desde que meus sócios e eu inauguramos a Franchise Store (www.franchisestore.com.br), uma loja situada em São Paulo que atualmente oferece franquias de cerca de 45 marcas de vários segmentos, temos observado um interesse crescente por parte de executivos de quatro grupos distintos, todos vendo na aquisição de uma franquia um “Plano B”, ou seja: uma alternativa de carreira.

O grupo mais numeroso, evidentemente, é formado pelos que foram demitidos recentemente. Os mais afortunados chegam a nós orientados por alguma empresa de “outplacement” ou de aconselhamento de carreira, que os ajudou a fazer uma auto-análise que mostrou que uma franquia talvez seja a sua praia. Outros, por conhecerem histórias de quem se deu bem como franqueado.

O segundo grupo, quase tão numeroso quanto o primeiro, é o dos que ainda não foram demitidos, mas acham que o serão a qualquer momento. E preferem não esperar sentados. É interessante observar que muitos se mostram mais ansiosos do que os que já receberam o bilhete azul.

O terceiro agrupamento, pouco numeroso, é composto pelos que NÃO perderam seus empregos. Foram poupados nos cortes, mas perderam a qualidade de vida. Fazem sozinhos o trabalho que antes dividiam com um, dois ou mais de seus pares. Estão cansados da vida que levam. E na qual não enxergam grandes perspectivas.

O último é o time dos que planejam a longo prazo. Não se sentem ameaçados por nenhum corte iminente. Mas sabem que não continuarão para sempre fazendo o que fazem. Percebem que, um dia, por aposentadoria, dispensa ou decisão própria, vão partir para uma nova carreira. E gostariam que a mesma envolvesse uma dose de empreendedorismo. Mas não se sentem dispostos a arriscar tudo num negócio que parta “do zero”. Sabem que o franchising oferece uma forma bem mais segura de empreender.

Tenho visto diretores, vice-presidentes e presidentes de empresas investindo em franquias dos ramos mais diversos, as quais, num primeiro momento, serão operadas, no dia a dia, pela mulher, por um filho, irmão, cunhado ou amigo. Nessa primeira fase, o principal investidor se envolve pouco no negócio, embora participe da definição de estratégias e das finanças e acompanhe interessadamente os indicadores de desempenho. Mas seu plano é claro: dando certo a primeira franquia, quer investir em outra e depois outra e mais outra - da mesma marca ou ramo ou até de setores diferentes.

Quando seu portfólio de franquias estiver gerando receita suficiente, o executivo poderá, então, decidir se mantém seu emprego, ou diz logo adeus ao patrão e vai cuidar dos próprios negócios. Só ele é quem irá decidir, não o patrão e muito menos algum “board” que se reúne sabe Deus onde e toma suas decisões como se toda uma empresa não passasse de uma simples linha numa planilha ou numa tela do SAP.

******************************************************************

MARCELO CHERTO é presidente do Grupo Cherto (www.cherto.com.br), consultoria especializada em Ocupação de Mercado, membro da Academia Brasileira de Marketing e do Conselho Global da Endeavor e autor de vários livros.

25 de fev. de 2009

SMART - o carrinho que é bom de nome, de visual, de marketing, etc.

Para promover o carrinho (cujo slogan é “grande diversão num espaço pequeno”, criaram o menor vídeo-game do mundo. Confira:

21 de fev. de 2009

Quem te viu, quem te vê

Fuçando meus guardados, veja só a foto que encontrei. Foi tirada no Deserto do Arizona, próximo à cidade de Tucson, no início de 1977:

Você reconhece o bicho-grilo (como se dizia na época)? Pois é, sou eu mesmo, aos 22 anos de idade. Uma piada, não? Morro de rir, tentando ver nesse quase-anarquista com cara, barba e cabelo (ainda pretos) de homem da pedra, o consultor e empresário cinqüentão, grisalho e comportado que hoje sou.

Fico pensando naquele moço, em que mal me reconheço. Recém formado em Direito, sem muita noção do que iria fazer da vida daí por diante, em dúvida entre ficar nos EUA ou voltar para o Brasil, entre casar e sossegar ou comprar uma motocicleta e sair viajando pela América Latina (à la Guevara), entre assumir a profissão de advogado ou abrir um restaurante natureba...

Concluo que a vida é muito engraçada. E cheia de surpresas. Um único gesto, que não dura mais do que um instante e, na hora, parece não ter importância nenhuma, pode mudar todo o rumo da nossa existência e impactar um monte de gente. Atravessar (ou não atravessar) a rua, atender (ou não atender) a um telefonema, ir (ou deixar de ir) a uma festa, pegar o segundo (ou o terceiro) vagão do metrô, acordar 3 minutos mais cedo (ou mais tarde). Cada pequeno fato alterando o rumo do universo, como a tal história do efeito borboleta.

Nunca que eu poderia, em 1977, sequer sonhar os caminhos que iria de fato trilhar, o que iria me tornar, as pessoas, oportunidades e tropeços que Deus iria colocar no meu caminho, a mulher com quem iria me casar, os filhos que iria ter, as escolhas que iria fazer (ou o que e quem a vida escolheria para mim...).

Assim como continuo sem saber ao certo para onde a vida ainda vai me levar. Que será que o destino ainda me reserva?

Mesmo assim, sigo cheio de sonhos e planos. E lutando bravamente para concretizá-los todos. Mesmo consciente de que não tenho como saber ao certo que bicho vai dar. Já aprendi que isso é da vida. O risco, a incerteza, as dúvidas, tudo isso vem incluído no pacote.

De uma coisa eu sei. No que depender de mim, vou seguir o conselho que um dia ouvi do Edson Godoy Bueno, fundador e presidente da Amil: cultivar minhas memórias, sim, mas jamais permitir que elas se tornem maiores do que os meus sonhos.

20 de fev. de 2009

A crise, as empresas e você

Vou repetir o óbvio: a crise não afeta as empresas - nem as pessoas - de forma linear.

Tem gente apavorada porque a Embraer despediu 20% de sua força de trabalho, achando que isso é sinal do fim dos tempos, ou, pelo menos, de que o Brasil está indo para o buraco.

Ora, em julho do ano passado, a fila de espera por um jato executivo Legacy, fabricado por ela (aquele que bateu no Boeing da Gol e continuou voando), era de quase 4 anos. Tinha gente de várias partes do mundo tão loucas para ter um desses que sei de empresário que tentou “comprar o lugar na fila” de outro empresário por US$ 250 mil.

Com o cancelamento da maioria das encomendas (quanto mais não seja, por pudor de executivos e empresários que, neste momento, acham que vai pegar mal trocar seu jatinho “velho” por um novo), quem quiser um Legacy agora não vai ter que esperar tanto.

Portanto, a empresa, que estava trabalhando à sua capacidade máxima, decidiu enxugar seus custos. Não porque esteja mal, ou porque vá quebrar, ou por achar que o mundo acabou. É bom lembrar que, por causa da crise e do cancelamento de encomendas, a estimativa de lucro da empresa para 2009 foi reduzida para “apenas” US$ 5,5 Bilhões. Ninguém fala em prejuízo. E muito menos em quebra.

É bom lembrar também que a Vale lucrou R$ 10,4 Bilhões no último trimestre de 2008 (em plena crise).

Lula e seus ministros esperneiam por causa do ato da Embraer. Mas, estranhamente, não esperneiam quando o assunto são os spreads praticados pelo Banco do Brasil ou pela Caixa Econômica Federal...

Querem reativar a economia? Reduzam esses spreads, reduzam os gastos correntes do Governo, reduzam a carga tributária (que voltou a bater mais um recorde).

Estamos em crise, não há dúvida, mas tente ir jantar no DOM, no Carlota ou no Piselli sem fazer reserva...

Nesta terça, levei um casal de noruegueses amigos da minha filha para jantar no Brasil a Gosto, da Maria Luiza Trajano, filha da Luiza Helena, do Magazine Luiza (o melhor restaurante de comida brasileira de SP, na minha opinião). Chegamos lá às 22h, sem reserva. E tivemos que nos acomodar numa mesa menor do que a que precisávamos, até que uma mesa maior vagasse. Afinal, o restaurante estava cheio. Numa terça-feira normal !!!

Tente comprar um Honda FIT automático (um carro pequeno, mas que custa R$ 60.000,00). A fila de espera nas revendas autorizadas é de pelo menos 60 dias. E, no mercado paralelo, cobram ágio de até 10% para entrega imediata.

Um fato indiscutível é que a crise (que ninguém nega que exista e que vem golpeando violentamente alguns segmentos empresariais) está levando a vasta maioria das empresas a buscar mais eficiência e mais produtividade.

Empresas que nunca haviam pensado nisso antes (porque vivíamos um tempo de vacas gordas) estão adotando o tal Orçamento Base Zero, que a AMBEV e as empresas controladas pela GP Investimentos usam há anos.

E disso, certamente, resultará a descontinuidade de produtos e serviços que já não deveriam estar sendo oferecidos ao mercado, a simplificação de processos e de estruturas (que já deveriam ter sido alterados há tempos, mas, por pura falta de análise, não o foram) e, é claro, a eliminação de postos de trabalho e/ou a dispensa de colaboradores que já não fazem sentido, por não agregarem valor.

Fique atento a isso, seja você um funcionário, um diretor, um empresário, um prestador de serviço, o que for: se você não adicionar valor a quem paga pelo que você faz, ou a quem paga quem paga pelo que você faz, você vai dançar. Sem choro, nem vela.

Trate de se tornar um recurso. De preferência, um recurso indispensável.

Como diria o Conselheiro Acácio, se você for indispensável, não será dispensado.

Pense nisso.

19 de fev. de 2009

Tecnologia, Internet e empresas

Lendo meu post anterior (abaixo), percebi que não fui muito claro na conclusão. Pretendi traçar um paralelo com aquilo que muitos dizem do Lula ("conseguiram tirar Lula de São Bernardo, mas nunca vão conseguir tirar São Bernardo do Lula"). Mas a forma como o fiz deixou minha idéia nebulosa.

O que eu quis dizer é que não basta usar algum software de gestão ou adotar uma intranet ou criar um website (por mais bacana que seja) para que sua empresa esteja inserida no novo mundo dos negócios, especialmente o mundo dos negócios que vai incorporar consumidores, funcionários, prestadores de serviços, acionistas, fornecedores, influenciadores e outros stakeholders com o perfil da menina Gabi (veja meu post anterior desta mesma data).

É fundamental que a tecnologia e a Web façam parte dos produtos e serviços de sua empresa. Que tais produtos e serviços já sejam concebidos tendo a Internet e a tecnologia como parte integrante deles.

É como dizia o título de um livro que li anos atrás: a maior parte dos negócio ou serão "e-negócios", ou não existirão ("e-business or no business").

Sua empresa está preparada para lidar com a nova geração?

O vídeo abaixo, que me foi enviado pelo Yuri Saiovici, mostra como serão os consumidores do futuro. Gabi é de uma geração que já nasceu com tecnologia na veia.

Para essa moçada que logo estará consumindo, trabalhando, ditando moda, um iPhone não tem mistério e não precisa de manual, aparelhos de todos os tipos ligados à Internet serão "default" e o e-mail será algo tão do passado como o Telex, o papel carbono e o mimeógrafo a álcool são para as pessoas da minha geração.

Sua empresa está preparada (ou ao menos se preparando) para lidar com consumidores, funcionários e fornecedores assim?

Vejo muitos empresários e executivos tentando entender como colocar suas empresas na Internet. Estão buscando respostas para a pergunta errada.

A verdadeira questão não é como colocar a empresa na Internet. É: como colocar a Internet na empresa?

18 de fev. de 2009

16 de fev. de 2009

O pobrema das práca e dos bróco

Você deve se lembrar do caso, ocorrido meses atrás. Um bando de ladrões tentou invadir um grande condomínio de prédios em São Paulo, fazendo-se passar pela equipe do Empório Santa Maria. Até van adesivada os caras usaram. Só que, na hora de escrever o nome da empresa na van, um dos meliantes pisou na bola e grafou Impório no lugar de Empório (ver imagem acima). Um policial estranhou e os bandidos acabaram presos.

Agora foi a vez de um ladrão de carro, que clonou uma placa (ou melhor, "cronou uma praca") e foi apanhado com a boca na botija. Veja a imagem que a Leila Dayane Silva me mandou:

Maluco, porém brilhante? Ou brilhante, porém maluco?

Clifford Stoll, astrônomo e cientista americano que, nos primórdios da Internet foi capaz de pegar um hacker da KGB e se tornou uma espécie de guru da segurança de computadores, autor de um livro chamado Silicon Snake Oil e mais um monte de coisas, é um gênio. Mas, ao mesmo tempo, é bem doido.

Ele tem um jeito de fazer palestras que é, no mínimo, interessante. Confira clicando sobre a imagem abaixo (infelizmente, o vídeo está em Inglês e não tem legendas, mas aposto que mesmo quem não entender tudo vai achar, bem..., interessante):

14 de fev. de 2009

Um hotel de um quarto só

O hotel Everland tem uma característica que o torna único: tem um só quarto. Na verdade, uma suite com quarto, saleta e banheiro. E é itinerante, ou seja: fica um pouco numa cidade, depois muda para outra e assim por diante.

Atualmente, o hotel está "estacionado" em cima do telhado do Palais de Tokyo, o que lhe permite oferecer aos hóspedes privilegiados uma vista fantástica da Torre Eifell. Confira as fotos.

As diárias não são baratas, mas tampouco são um assalto: cerca de 330 Euros nos dias úteis e 440 nos fins de semana e feriados.

Nasce um novo Ronaldo Fenômeno?

11 de fev. de 2009

Buzina que toca MP3? É só o que me faltava...

A americana Di Mora Motorcar está prestes a colocar nas ruas o que pretende ser o sedan mais luxuoso (e mais caro) do mundo. Com preço de venda fixado em US$ 2 Milhões (nos EUA), o Di Mora Natalia SLS 2 (imagem acima) virá equipado com motor de 16 cilindros e, dentre zilhões de outras frescuras e avanços tecnológicos, a primeira buzina que toca MP3.

É isso mesmo: o sistema Horntones que vai equipar o bólido tem 256MB de memória flash, um amplificador de 150 watts e um alto-falante a prova d’água equipado com um compressor. Tudo isso para poder emitir centenas de sons diferentes a um volume de 110 decibéis.

Para que? Só Deus sabe...

E o pior é que já dá para sacar que logo vão dar um jeito de popularizar esse diabo dessa buzina, que num piscar de olhos vai estar equipando até os PACHECOs da vida (Passats antigos, Chevettes e Corcéis). E tome buzina com sertanejo, axé e outras aporrinhações auditivas na orelha da gente.

10 de fev. de 2009

Franquias continuam crescendo, com crise, ou sem crise

Trecho de matéria de autoria de Claudia Facchini e Lílian Cunha, publicada no jornal Valor de hoje:

A forte expansão e consolidação dos shoppings nos últimos três anos também coincidiu com o processo de profissionalização das franquias, o que levou ao melhor resultado das lojas-satélites nos empreendimentos. Segundo Veiga, 24 shoppings devem ser inaugurados no Brasil em 2009, um número recorde e bem maior que o registrado em 2008, quando foram abertos 13 centros comerciais. A área bruta locável (ABL), espaço disponível para lojas, vai aumentar 8% neste ano nos shoppings, que vão ampliar a oferta em 661 mil metros quadrados.

Com tanta oferta, as franquias terão terreno de sobra para continuar se expandindo. "Há quatro anos, o setor cresce a taxas de dois dígitos", diz Bomeny, que preside a Associação Brasileira de Franchising (ABF). No quarto trimestre, segundo a entidade, as vendas aumentaram 21,5% sobre igual período de 2007 e as perspectivas são que o setor ainda cresça 19,4% neste primeiro trimestre.

Uma lancha com motor elétrico? Existe. E é o máximo.

Uma lancha que é linda, anda bem (30 milhas por hora), não faz barulho e ainda provoca poluição zero, por causa dos dois motores 100% elétricos de 85hp cada (movidos a bateria, com carga suficiente para 8 a 10 horas de deslocamento na velocidade máxima e recarga numa tomada comum de 110 V ou 220 V em no máximo 3 a 4 horas)? Existe.

Trata-se da Edison Marine Electric Classic Cruiser, fabricada pela Edison Boats. Essa coisa maravilhosa que v. vê na foto abaixo, toda construída em mogno e com um visual de deixar babando qualquer um que saiba dar valor a design de qualidade.

Os únicos opcionais são interior em couro e gerador a bordo, para o caso de ser necessário dar uma recarga na bateria sem atracar. Você deve estar achando que custa uma grana! Pois custa mesmo: US$ 110 mil para a versão com uma hélice e US$ 120 para a de duas hélices.

Para ver essa beleza em movimento, clique sobre as imagens abaixo: