27 de jun. de 2008

Compre uma casa. E leve de brinde uma loira.

A gente tem que reconhecer que, no mínimo, a mulher sabe se promover. Até melhor do que essas "celebridades instantâneas" (e descartáveis) que lotam as revistas e os programas de TV brasileiros.

É o seguinte: uma corretora de imóveis da Flórida, EUA, chamada Deven Traboscia (veja a foto), colocou sua casa, situada em Palm Beach Gardens à venda nos sites e-Bay e Craiglist, com o lance mínimo de US$ 500 mil. Até aí, nada de novo.

Acontece que o comprador leva, de “brinde”, a própria Deven. É isso mesmo: ela pretende vender a casa e continuar morando nela, como mulher do comprador.

A louraça belzebu tem 42 anos de idade, está divorciada há 8 anos, é mãe de dois adolescentes e está endividada e precisando vender a casa. Como também anda à procura de um príncipe encantado, resolveu matar dois coelhos com uma só cajadada e se incluiu no “pacote”.

No anúncio que publicou, está escrito: “se quer viver um sonho sem fim e conhecer o amor verdadeiro e o romance de um conto de fadas, esta é a mulher da sua vida".

O leilão vai até quarta-feira que vem (dia 2 de julho). E, até onde pude apurar, nenhum lance foi dado até o momento.

Abra a Boca e Feche os Olhos

Dica da minha amiga Renata Alves Lima, que sabe das coisas, a Abra a Boca e Feche os Olhos produz e vende uns biscoitos deliciosos. E, o que é mais legal, todos com uma história, um "enredo". Sem falar no nome e na logomarca, que ajudam a compor essa história. E Marketing, para ser eficaz, tem cada vez mais a ver com isso, com "enredo", do que com o produto ou serviço em si mesmo.

A empresa foi criada há uns 8 anos por duas amigas do tempo de colégio, que começaram a fazer e vender um biscoito especial a partir de uma receita de família, trazida da Itália para o Brasil através da tia da tia da tia, sabe como é... Coisas de italiano.

E hoje fornecem para alguns lugares especiais, lojas, restaurantes, organizadoras de eventos. E também aceitam encomendas. Vale a pena dar uma conferida no site.

E, como diz a Renata, depois de um acontecimento péssimo para o país - e ainda pior para quem a conhecia de perto -, que foi a morte de Ruth Cardoso, a gente precisa de algo que ajude a adoçar a vida.

26 de jun. de 2008

Magnífico texto de Dora Kramer

Publicado em O Estado de S. Paulo de hoje:

Uma mulher incomum

A principal característica de Ruth Cardoso como mulher de presidente da República era ser peculiar, diferente de todas as antecessoras.

Discreta, não poderia ser comparada às submissas; atuante, nem de longe lembrava as intrometidas; austera, guardava distância das puritanas; severa, não se enquadrava no modelo das intolerantes; refratária ao cotidiano da política partidária, estava a léguas das alienadas; impecável no pentear e no vestir, nem por isso formava no rol das entusiastas da ostentação.

Ruth Cardoso tinha a veleidade de preservar sua identidade como cidadã comum, mas, no que tange à Presidência da República, sem dúvida foi uma mulher incomum. Com todos os ônus e os bônus contidos na definição.

No início, mais ônus que bônus. Brasília e a mulher do novo presidente se estranharam. A capital nunca tinha visto nada parecido.

Se Fernando Henrique Cardoso com suas maneiras apuradas e fala de acadêmico já parecia esquisito, algo presunçoso, quem diria a mulher, mais interessada na carreira de observadora ativa da vida brasileira do que nas alegorias do poder, sempre preparadas para dar curso ao exercício da bajulação.

Com Ruth não seria assim.

Uma intelectual internacionalmente reconhecida que não escondia sua ojeriza aos rituais do poder e uma especial antipatia por jornalistas, fossem eles interessados em detalhes fúteis ou estivessem sinceramente empenhados em ouvir o que a professora, mestre, doutora e escritora tinha a dizer sobre os destinos do País.

Ruth chegou a provocar um contido escândalo quando, depois da eleição e antes da posse, cogitou da hipótese de não se mudar para a capital. Queria ficar em São Paulo, levando "vida normal".

A corte sentiu-se rejeitada. Enxergou antipatia, soberba e um resquício de impertinência na novidade da rejeição ao título de "primeira-dama". Ruth não dizia com todas as letras, mas estava claro que achava a denominação antiquada e, sobretudo, cafona.

Tinha toda razão. Nem por isso, entretanto, insistiu na imposição de novas leis. A recíproca foi verdadeira e, aos poucos, os espíritos foram se desarmando. A capital desistiu de enquadrar Ruth nos parâmetros conhecidos e ela, enquanto fazia concessões na forma, conquistava respeito na exposição do conteúdo.

Falava pouco, mas era sempre certeira na análise dos problemas brasileiros, não abria mão das opiniões, ainda que polêmicas, aliava-se ao bom combate e, como não precisava, como o marido, fazer concessões inerentes à condição do governante, Ruth Cardoso foi se firmando no cenário nacional como um símbolo de dignidade e correção.

Os políticos aliados ao governo do marido logo perceberam o potencial eleitoral contido nessa boa figura, tentaram discretamente conquistá-la como parceira de palanque, mas Ruth, naquela firmeza típica dos seres lastreados em ouro, não se deixava seduzir por bobagem.

Mais importante para ela eram as discussões, as elaborações e as projeções de programas sociais distanciados do assistencialismo e sustentados na concepção da inclusão produtiva. Jovens, por exemplo, não recebiam dinheiro, mas incentivo para aprender profissões ao alcance das suas realidades: DJs, dançarinos, cabeleireiros "afro", etc.

Livre das regras do jogo bruto da política cotidiana, Ruth preservou as antigas relações e construiu novas admirações entre partidos de todos os matizes. Distante do ambiente de denúncias, de escândalos, fiel a suas convicções sem ceder à tentação de extrapolar para o papel de heroína, foi naturalmente sendo vista como uma espécie de reserva moral não explícita, consciência crítica do governo.

Aquilo que no começo causou estranheza - uma simplicidade vista como majestática, a aversão ao estrelato, o retraimento, a fidelidade à conduta da vida inteira - acabou sendo visto pelo Brasil como sua melhor qualidade: a noção de que ocupantes do poder são apenas cidadãos aos quais se confere temporariamente a prerrogativa de fazer acontecer.

Isso não lhes dá o direito de se acharem diferentes dos demais ou mesmo diferentes de si mesmos antes do advento da votação, ao ponto de justificar a adoção de artifícios para marcar a distância entre representantes e representados.

Ao preservar sua naturalidade, Ruth Cardoso marcou pela peculiaridade. Em sua cerimônia de adeus, reuniu o pesar dos partidos, das entidades, das sociedades, das instituições, algo inédito em se tratando de mulheres de presidentes.

Mais inusitado ainda porque o presidente em questão está fora do poder. Quem se manifestou, portanto, o fez pela figura de Ruth Cardoso e tudo o que ela conseguiu representar.

Simbolismo resumido nas inquietações que lhe assaltavam a alma: a degradação dos costumes, a total indiferença aos princípios éticos, a passividade da população diante desse quadro e, para citar palavras ditas por ela em setembro de 2007, "o mais incrível é que ninguém é punido, fica tudo por isso mesmo".

Cliente do Grupo Cherto amplia ocupação de mercado

A rede de "truck centers" BTS (Bandag Truck Service), especializada em manutenção mecânica de caminhões, tem a meta de chegar a 400 unidades espalhadas por todo o Brasil até 2012. Isso significa um crescimento de 300% sobre a base atual, que é de pouco mais de 100 unidades.

A rede de franquias BTS, que começou a ser implantada em 2001, presta serviços de manutenção mecânica de itens ligados a sete "famílias": pneus, freios, suspensão, elétrica, lubrificação, conveniência e acessórios. Para isso, conta com a parceria de empresas como Eaton, Monroe, TRW e Delco Remy.

A Bandag, responsável pela concessão das franquias e gestão da rede, é uma empresa americana que recentemente se fundiu à Bridgestone. Além dos BTS, a Bandag gere outra rede, a rede Bandag, atualmente composta por 129 franquias especializadas na recapagem de pneus de caminhões e ônibus. A meta para esta outra rede é chegar a 135 franquias ainda este ano.

25 de jun. de 2008

Uma mulher notável

Comentário de minha mulher, há pouco, na mesa do jantar: "tive a oportunidade de conviver com Dna Ruth em situações totalmente diversas: como antropóloga renomada e cultíssima, autora de livros que são referência em vários países, como dona de casa, como dirigente de ONG e como mãe e avó carinhosa e dedicada, capaz de arrumar tempo, em meio aos inúmeros compromissos de "Primeira Dama" (designação que ela odiava, por considerá-la cafona e fora de época), para cuidar pessoalmente dos detalhes da decoração do quarto da netinha recém nascida, que ajudei a fazer. E em todas essas situações ela sempre se portou de maneira notável, com uma simplicidade, uma simpatia, uma transparência e um alto-astral impressionantes. Era uma mulher notável."

Um velório. Duas cenas.

Como não podia deixar de fazer, estive hoje no velório de Dna. Ruth Cardoso. Sem que eu percebesse (por estar de paletó? ou por meus cabelos grisalhos? ou será que tenho cara de "otoridade"?), fui direcionado à entrada reservada às assim chamadas Autoridades. Fiquei um pouco por ali, em meio às "personalidades" e, seguro de que aquele não era o meu lugar, fiz o caminho de volta e entrei na fila do "público".

Isso me deu a oportunidade de testemunhar duas cenas. Uma que Dna. Ruth certamente odiaria. E outra que sei que ela teria amado:

Cena 1: um monte de políticos de todos os matizes disputavam alguns minutos de microfone e de luzes-câmera-ação, cada um com mais vontade de aparecer do que o outro. Um nojo.

Cena 2: na fila do "público", à minha frente, um jovem alto e magro, com a barba por fazer e vestido com roupas muito simples, com uma garotinha pela mão. Diante do caixão, levantou a menina e lhe disse baixinho: "Filha, essa aí foi uma grande mulher". E seus olhos se encheram de lágrimas. Perguntei se tinha conhecido Dna. Ruth. E ele, com jeito tímido, talvez com vergonha do próprio choro, respondeu que "só pela TV e os jornais, mas sei que ela era uma pessoa iluminada. Por isso quis que minha filha a conhecesse". Aí foi a vez dos meus olhos se encherem de lágrimas.

O rapaz tem razão: o Brasil perdeu uma grande mulher.

E, de repente, ficamos todos um pouco órfãos...

Quero muito acreditar que Deus sabe o que faz: enquanto tantos (e tantas) CANALHAS permanecem vivos, Ele decidiu levar para junto de si uma das pessoas mais decentes, inteligentes, firmes e, ao mesmo tempo, doces, dignas, articuladas, capazes, fazedoras e "do bem" que conheci e com quem tive o privilégio de conviver: Ruth Cardoso.

Não foram apenas Paulo Henrique, Luciana e Bia que ficaram órfãos. Todos os brasileiros de bem ficaram um pouco órfãos também.

23 de jun. de 2008

Grata surpresa: Badi Assad

No magnífico show que o grande Bobby McFerrin deu ontem no Teatro Municipal de São Paulo, uma grata surpresa foi a curta (porém marcante) participação de Badi Assad.

A moça toca, canta e faz percussão com a boca como gente grande. Confira no vídeo abaixo do que essa paulista (de São João da Boa Vista) é capaz:

É sangue pra todo lado...

Veja que bem sacado o outdoor (com interação com o ambiente em volta) para divulgar a estréia do filme Kill Bill 2 numa TV a cabo na Nova Zelândia:

Fotos da Barbie Store (Buenos Aires)

19 de jun. de 2008

Tem empresa que trate o cliente pior do que a Vivo?

Meu Deus do Céu! Estou desesperado com a qualidade do atendimento da Vivo.

Eu mesmo tenho um telefone da Claro e me dou muito bem com isso. Mas meu filho ainda tem um Vivo e, enquanto não for implantada a tal da "portabilidade" (ou seja: enquanto o cliente não puder manter o número de sua linha quando muda de operadora), continua "refém" desses biltres (sim, trata-se de uma empresa que não tem clientes, tem "reféns"!).

E o pior é que a linha que ele usa está em meu nome. Para mal dos meus pecados!

É um inferno! Volta e meia sou obrigado a perder horas ao telefone ou numa das lojas da marca. Até quando pretendem fazer o bem e agradar um cliente esses caras conseguem criar mais problemas e dificuldades que satisfação.

Socorro !!!!!

18 de jun. de 2008

Divulgação barata e bem sacada

Veja o que uma agência australiana criou para divulgar a existência dos Lego Education Centers naquele país:

Simples, barato, fácil de fazer... e bem bacana.