30 de set de 2008

Será assim a capa da próxima The Economist?

Segundo meu amigo Ronaldo, esta deverá ser a capa da edição desta semana da revista The Economist:

Feliz Ano Novo

Não sou judeu, mas tenho muitos amigos e clientes judeus. E sei que este blog tem vários leitores da colônia judaica. A eles, desejo um ótimo 5769. Que, apesar do horizonte carregado de nuvens cinzentas e do pessimismo que toma conta dos mercados, seja um ano iluminado e doce.

Shaná Tová Umetuká!

Excelente mala direta

De uma campanha para a prevenção do câncer de mama. Mais uma boa dica do Yuri.

Trata-se da caixinha do CD onde se encontram as orientações a respeito de como a mulher pode fazer ela própria o teste preliminar para detectar o mais breve possível qualquer caroço nos seios:

Para desanuviar

Nunca reproduzi uma piadinha aqui, neste blog. Mas, como as notícias no mercado financeiro estão negras e tem muita gente desanimadíssima, achei que precisava fazer algo para animar meus leitores. E decidi replicar aqui a gracinha que meu amigo Ronaldo Mencarini me enviou por e-mail:

O cara, 54 anos, recém-divorciado, sai para a noite numa tentativa de refazer a sua vida social. Num bar, conhece uma mulher, na faixa dos 50 anos, ainda bonita, malhada, bem conservada mesmo, conversa interessante, charmosa.

Papo vai, papo vem, o assunto chega ao sexo.

Mais um pouco e ele sugere uma relação. E ela se mostra interessada.

Aí, ela pergunta o que ele acha de uma transa a três, tipo com mãe e filha.

O cara acha o máximo e diz que não tem problema, muito pelo contrário, e ela o convida para irem para a casa dela.

Entram no apartamento, o cara já tá mais do que excitado, ela tranca a porta e chama:

"- Mãe, cheguei!".

Ainda a série Piores Logos de Todos os Tempos

O Guilherme Sebastiany, um dos melhores designers de logos deste país, leu o post de ontem sobre as que considero algumas das piores logomarcas de todos os tempos e me mandou estas imagens, para completar minha coleção:

Bom comercial israelense

A evolução das danças modernas

A última cara que esse sujeito tem é de quem faz o que ele faz:

O importante, nessas horas, é manter o bom humor

A Frase do Dia, que me foi enviada pelo meu amigo Ricardo Alves de Lima: "devido aos recentes cortes no orçamento e aos aumentos nos preços da eletricidade e do petróleo, a luz no fim do túnel foi apagada".

29 de set de 2008

Falando em odontologia...

... acabo de saber que o GP adquiriu o controle da rede Imbra (de clínicas especializadas em implantes dentários). Veja mais detalhes nos jornais amanhã.

Algumas das piores logomarcas do mundo

Uma coisa puxa a outra. Já que, no post abaixo, falamos de logomarcas, veja aqui algumas das piores que eu conheço. Note que em todas elas o desenho dá a idéia de algo que certamente não era a intenção, nem da empresa, nem de quem desenhou. Só não dá para entender é como algo assim acaba aprovado.

Logomarcas MUITO parecidas

Clique aqui para ver alguns logos que são extremamente parecidos entre si. Dica do Yuri.

Outra idéia divertida, simulando uma boca

Depois que postei o outdoor abaixo (do restaurante de estrada do tipo "coma tudo o que quiser"), encontrei este outro cartaz muito bem sacado, de uma empresa de seguro saúde odontológico:

Outdoor de restaurante "coma tudo que quiser"

Genial este outdoor de um restaurante do tipo "pague um preço fixo e coma tudo o que quiser":

Quem come muito doce fica com os pés pequenos

Observe como os pés delas são pequenos:

26 de set de 2008

Já que falamos em Vendas (no post abaixo)...

Vou contar a você uma das maiores lições que aprendi na vida. Uma lição que vem me ajudando a ser um vendedor cada vez melhor.

Minha organização de consultoria especializada em Ocupação de Mercado através dos canais de marketing (revendas, distribuidores, filiais, franquias, etc), hoje formada por três empresas e chamada Grupo Cherto, nasceu informalmente em outubro ou novembro de 1986. E foi formalizada (com a assinatura de um contrato social, registro em Cartório e o escambau) logo no início de 1987.

Um belo dia, em meados de 1995, aquele que tinha sido meu sócio meio a meio durante 9 anos, decidiu mudar de vida. Nunca compreendi bem o motivo, mas aparentemente ele não era mais feliz com o negócio que havíamos criado e optou por sair da sociedade. Comprei sua parte na empresa. E, em lugar de me sentir feliz com isso, entrei em depressão. Na verdade, uma profunda depressão.

Um pouco, por me sentir um tanto abandonado. Afinal, 9 anos são 9 anos. E, o mais importante, porque logo percebi que havia pago pela empresa bem mais do que ela de fato valia. Tomei a decisão de comprar a parte de meu ex-sócio na base do impulso, mais "na emoção" do que analisando a coisa friamente (sempre uma coisa estúpida de se fazer). E acabei pagando bem mais do que devia.

Por favor, não me entenda mal. Não me senti roubado.Não fui enganado. Paguei o valor que acertei com meu ex-sócio, de livre e espontânea vontade. E, como diziam nossas avós, prenhas de razão, “o combinado não é caro”. Não tenho do que me queixar, a não ser da minha própria falta de juízo.

Mesmo assim, me dei conta de que havia me disposto a pagar muito mais do que a empresa de fato valia naquele momento. E muito mais do que ela podia gerar, da forma como estava estruturada e como funcionava. E, principalmente, da forma como nossas vendas vinham sendo feitas. E notem que, na época, eu era o principal vendedor de nosso projetos.

Enquanto ia cuidando da reestruturação, troca de equipe, alterações profundas nos processos, criação de novos produtos (tudo coisa importante, mas que não gera resultado de curto prazo), eu precisava desesperadamente vender mais para assegurar a sobrevivência da empresa até que o resto todo pudesse parar de pé. E também a minha própria sobrevivência, pois vivia (como ainda vivo) do que a empresa era capaz de produzir.

O problema é que eu não tinha a menor idéia de como elevar as vendas.

Como eu já disse aqui neste blog, Deus tem olhado por mim e tem sempre dado um jeito de colocar as pessoas certas na minha vida. E quase sempre na hora certa. Me considero um cara de sorte, muita sorte. No auge da minha angústia, recebi um telefonema de um sujeito espetacular, chamado Alexandre Bergamo, então presidente da rede Berlitz no Brasil. Alex queria contratar uma consultoria para ajudá-lo a elaborar um Plano de Expansão da rede e estava contatando várias empresas, solicitando que cada uma formulasse sua proposta.

Tivemos duas reuniões: uma de Briefing (após a qual fui visitar algumas das escolas Berlitz) e uma segunda, uma semana mais tarde, na qual lhe apresentei uma proposta. Dias depois, fui convocado para uma terceira conversa com ele. E lá fui. Eu precisava muito daquele cliente e da grana que receberia dele, se me contratasse.

Nesse terceiro encontro, Alexandre foi direto ao ponto. Sem anestesia mesmo. Me disse, na lata, que iria contratar os serviços da minha empresa... apesar da minha proposta estar pessimamente formulada e de todo o meu processo de venda ser absolutamente capenga. Deixou muito claro que estava nos contratando apenas porque éramos, de todas, a consultoria que mais o fazia sentir-se seguro. Mas que eu não sabia vender meus próprios serviços.

Nunca perco uma oportunidade de aprender algo novo com quem quer que seja. E, humildemente, pedi que apontasse meus erros, para eu não mais os repetisse. E ele me deu uma das maiores lições de vendas que eu já tive na vida. E que pode ser resumida em dois pontos, estreitamente ligados:

O cliente sempre compra pelas razões dele... nunca pelas nossas”; e

O cliente não quer saber o que a gente faz. Ele quer saber o que a gente pode fazer POR ELE”.

Nunca mais deixei de me guiar por essas sábias palavras. E sou muito grato ao Alexandre Bergamo, que, provavelmente sem se dar conta disso, teve um impacto altamente positivo na minha vida e na vida da minha organização.

Se algum dos leitores deste blog souber onde ele se encontra, por favor diga que lhe mando um grande abraço e que serei grato a ele até o fim dos meus dias.

Você pode achar que não, mas você é um vendedor

Sorria. Você é um vendedor. Como a maioria das pessoas que não trabalham no Departamento de Vendas de uma empresa, nem numa loja, você provavelmente acha que não é. Mas posso garantir a você que se costuma estar em situações em que tem que convencer alguém a fazer, ou deixar de fazer algo, ou a aceitar uma idéia ou crença, então você, assim como eu, também é um vendedor.

Afinal, não se vendem apenas produtos ou serviços. A gente também vende idéias, projetos, conceitos, crenças, metas e mais um monte de coisas. Há até momentos em que você vende a si mesmo. Por exemplo, quando está numa entrevista para tentar conseguir “aquele” emprego ou numa festa, tentando convencer “aquela” gata a lhe dar o número de seu telefone. Conscientes, ou não, estamos o tempo todo fazendo vendas.

Eu mesmo, neste momento, tentando convencer você de que, sabendo, ou não, querendo, ou não, você atua em Vendas, o que estou fazendo? Acertou: tentando vender a você um conceito, uma idéia, uma crença.

24 de set de 2008

BusDoor genial da Vigilantes do Peso

Na linha "uma imagem vale por mil palavras":

Quando você pensa que já viu de tudo...

... vem alguém e inventa uma coisa totalmente nova. Como, por exemplo, esta torradeira (que ainda não está no mercado) da Electrolux que, ligada a um micro via entrada USB, "imprime" imagens e textos sobre as fatias de pão, enquanto as tosta:

Quem me deu a dica foi o Yuri Saiovici, que está sempre antenado. E sabe que eu sou louco por novidades e por aparelhinhos de todo tipo.

23 de set de 2008

Fly a balloon

Clique aqui para ver o que a Marilia me enviou.

Advent compra Frango Assado

Acabo de saber que o fundo Advent, que já controla a rede Viena e o Grupo RA (Restaurante do Aeroporto), adquiriu também o controle da rede de restaurantes e postos Frango Assado.

O Grupo Cherto já prestou serviços ao Frango Assado há uns 10 anos e, desde então, sou fã incondicional desses caras. Torço por eles e sou cliente deles sempre que viajo pelas estradas paulistas.

Como disse um executivo do Advent, eles conseguem se manter "caipiras" na pessoa física, enquanto são empresários sofisticados e muito bem informados na jurídica. Não conheço melhor definição.

Crise dos mercados: Economistas X Marketeiros

No seu blog, meu amigo e guru Clemente Nobrega tem feito umas análises bem interessantes a respeito da crise que assola os mercados do mundo, inclusive descendo a lenha em políticos, economistas e "intelectuais" que andam por aí dizendo e escrevendo muita bobagem, como, por exemplo Dilma Roussef, Maria da Conceição Tavares e Luis Fernando Veríssimo. Veríssimo, que eu adoro quando escreve suas comédias, toda vez que se mete a falar sério comete umas asneiras insuportáveis, certamente provocadas por sua miopia ideológica.

No seu último post, Clemente compara Economistas e Marketeiros, mostrando por que os últimos acertam mais do que os primeiros:

Economistas e Marketeiros - quem acerta mais [texto de Clemente Nobrega]:

Os marketeiros acertam mais. São mais eficazes. Por quê? Porque partem da alma humana,do conjunto de motivações que movem a “pessoa média”.

Para os economistas, no mercado há agentes, sem rosto, sem alma. Uma empresa para eles é apenas "uma curva de custo e uma curva de receita". O marketeiro considera os medos, aspirações e inseguranças de pessoas reais.

Um economista diz: todo gerente deveria ser cobrado por inovações todo ano, porque está provado que é a inovação que gera riqueza e prosperidade. Eles partem do pressuposto de que as escolhas que fazemos são baseadas em raciocínio frio (para o “bem da empresa” ou do país,ou nosso mesmo. Quá, quá, quá..)

Uma pessoa com mentalidade de marketing dirá: não adianta cobrar inovação. Inovar não é natural. Um gerente que tenha tido sucesso em sua carreira, tenderá a arriscar cada vez menos, pois não vai querer colocar sua reputação em jogo bancando inovações para as quais não é possível saber sequer se há mercado, quanto mais o seu tamanho ou a margem de lucro que a empresa poderá ter.

As inovações que têm se mostrado realmente relevantes vêm de quem tem pouco a perder se elas derem errado. Quer inovar? Crie incentivos para isso (punição/recompensa) partindo da natureza humana real (se não punirem a ambição dos operadores por ganhos de curto prazo, o mercado financeiro global vai viver de crise em crise).

A natureza humana é a matéria prima do marketing e da inovação. È possível entender as motivações humanas porque elas são universais, como Shakespeare mostrou.

A matéria prima do marketeiro são as irracionalidades, os medos, as paixões, a vaidade,o ciúme, a luta pelo poder, a ambição

Escolhas racionais? Tá brincando comigo, cara?

Como se tivesse parido um filho

Consegui terminar meu novo livro (sobre Vendas). Me sinto como se tivesse parido um filho. Dá um alívio que você nem imagina, depois de meses escrevendo, reescrevendo e reescrevendo. Aliás, o livro só saiu em função da paciência, da perseverança e da capacidade de me animar e me desafiar do meu amigo e, pela primeira vez, meu editor Luiz Colombini (cujo maior sucesso é um livro que acho genial, chamado "Aprendi com meu pai", com depoimentos de 50 e tantas "personalidades" - umas, verdadeiras celebridades, outras humildes "servos da gleba" como este que vos escreve - cada uma contando alguma lição que aprendeu com o pai.

Para minha alegria e orgulho, meu amigo e companheiro de Academia Brasileira de Marketing, Luiz Galebe, fundador do Shoptour, topou escrever o Prefácio. Meu livro sobre Vendas com Prefácio daquele que eu considero o melhor vendedor do Brasil. Senhor, eu não sou digno! Eu não mereço tanto.

Agora, começa o novo parto: o lançamento. Que deve acontecer dentro do Espaço Franquia na ExpoManagement, em novembro (embora o livro deva chegar antes disso às livrarias). Como é o 13º livro que escrevo (sozinho ou como co-autor), já estou escolado, mas nem por isso deixo de sentir aquele frio na barriga. E se não aparecer ninguém no lançamento? E se acharem o livro uma droga? E se não vender nem sequer um exemplar?

Uma coisa, ao menos, eu não faço mais, desde que cometi esse erro com os meus primeiros livros, lançados em 1988 e 1990: depois de publicado, nunca mais leio o que eu mesmo escrevi. Aprendi com o Mick Jagger, que diz que jamais ouve um disco dos Rolling Stones. Sabe o motivo? Porque dá vontade de mudar tudo. A gente acha uma droga o que escreveu e quer refazer tudo. Tem vontade de tocar fogo na tiragem inteira. E, como o livro já está na rua, não há mais o que fazer.

Propaganda comparativa = McDonald's X Burger King

Foi o Jonathan Contes, da equipe de consultores do Grupo Cherto, quem me enviou a imagem acima. O texto diz (numa tradução bem livre): "Mas que Whopper mais bobo! Essa é uma embalagem de Big Mac!". E a foto mostra que o Whopper é grande demais para caber na caixa. Ou seja: que ele é maior do que o Big Mac.

É interessante observar que, para a cultura americana, propaganda comparativa é algo que pega bem, que faz sucesso e gera resultados positivos. Aqui no Brasil, parece que a coisa não é bem assim. Tanto que a moçada toma muito cuidado ao comparar produtos da mesma categoria, evitando, de forma geral, a maneira descarada como o fazem os gringos.

Que bom, se fosse verdade...

Como disse a Marília Fanucchi, que me enviou este vídeo, bem que eu poderia fazer uso de uma torneirinha dessas:

Pena que não passe de pura gozação.

22 de set de 2008

Comercial de leite. Bem divertido.

Você já deve ter visto várias limousines...

... mas aposto que esta é a primeira limousine Corvette que você vê na vida:

Quer se dar conta da nossa insignificância?

Da próxima vez que você estiver com aquela sua amiga ou amigo que acredita ser o centro do Universo, mostre-lhe este vídeo:

Pessoas "do bem" X pessoas "corrosivas"

Você certamente já teve oportunidade de conviver com pessoas que são altamente positivas, que emanam uma energia boa e fazem você se sentir bem só de estar ao lado delas. E também com pessoas "corrosivas", que não podem ver ninguém feliz e bem resolvido que logo dão um jeito de fazer ou dizer algo que põe a pessoa pra baixo. Pessoas que parece que nasceram para espalhar o mal e a discórdia.

Já reparou que as do primeiro tipo são felizes? E que as do segundo tipo não apenas fazem os outros infelizes, mas também SÃO profundamente infelizes? Carregam seu próprio inferno dentro de si.

21 de set de 2008

Comerciais da Heineken

Este, quem me enviou foi meu amigo Lacaz:

Geniais os efeitos, não?

Este outro também é legal:

Saias transparentes, mostrando a calcinha

Veja abaixo as fotos que o Gândara me enviou. Parecer até que, no Japão, a mulherada toda está usando saias transparentes, que deixam entrever a calcinha:

Mas não é nada disso: trata-se de roupas feitas com pano pintado para produzir a ilusão de que se trata de um tecido transparente.

Se a moda pega por aqui, imagine só o que vai ter de neguinho tomando beliscão da patroa sem motivo real.

Se for macho, põe a mão aqui

Numa tradução livre, a placa diz: "PERIGO - se tocar aqui, não apenas você vai morrer, mas vai sentir muita dor o tempo todo, enquanto morre".

Será que alguém vai tocar, só para conferir se é verdade? Duvido muito. Deve ser uma das placas mais efetivas que você já viu na vida.

20 de set de 2008

Dinheiro preso, implorando para ser libertado

Num ensaio genial, publicado em 2007, o cientista, escritor, ex-executivo, consultor e meu amigo, associado em vários projetos e também meu guru Clemente Nobrega afirma que “nas transações comerciais há sempre dinheiro preso implorando para ser libertado”.

Segundo Clemente, esse dinheiro “fica preso em ineficiências, gargalos e fricções que existem entre a seqüência de atividades que qualquer empresa tem de desempenhar para fazer o que faz”.

Essas atividades incluem conceber e projetar o produto ou serviço e produzí-lo. E também vendê-lo, entregá-lo e dar suporte a quem compra.

“Toda empresa faz isso, independentemente do setor em que atue. Quanto mais ágil (fluido, sem atrito) for o fluxo de informações e atividades entre os elos dessa cadeia, mais dinheiro a empresa ganha, porque menos dele fica aprisionado nas ineficiências do caminho”.

Naturalmente, isso inclui as atividades relacionadas às Vendas, aos Canais de Marketing e à Gestão das Vendas e dos Canais.

Sacolas que ninguém joga fora

Numa época em que cada um de nós recebe mais de 3.000 mensagens ou apelos ao consumo todos os dias - enquanto nosso cérebro mal consegue captar, processar e, com alguma limitação, reter não mais do que uns 100 ou 150 - só há uma forma garantida de você, sua marca e sua empresa se fazerem notados: sendo notáveis.

Pegue o item sacolas de lojas, por exemplo. Um item que custa uma grana para as lojas, mas no qual ninguém presta muita atenção e que todo mundo joga fora, certo? Não as sacolas abaixo:

18 de set de 2008

A criatividade do brasileiro

Quatro dos consultores da Divisão de Planejamento do Grupo Cherto estão há semanas rodando pelo interiorzão deste Brasil, fazendo um assessment dos integrantes de um dos canais de marketing utilizados por um de nossos clientes.

Veja só a foto que um deles, o Renê Simenauer, me enviou ontem de Crateus, no Ceará:

Anúncio da Nívea. Simplesmente nota mil !!!

Dispensa comentários. Afinal, uma imagem diz mais do que mil palavras, é ou não é?

Como a publicidade mudou

Minha mulher me enviou hoje o filme abaixo, com o primeiro comercial de TV veiculado pela Coca-Cola no Brasil, nos anos 1950:

Compare com este, da década de 1970:

E com este, que é deste ano, e veja como mudou a linguagem da publicidade:

16 de set de 2008

O fantástico Pilobolus

O fantástico teatro de sombras do grupo Pilobolus. Mais uma dica do Gândara:

A loja que vai vender franquias de várias marcas

Com projeto da arquiteta Nice De Cara, já está em obras o imóvel de 500 m2 que vai abrigar a loja para vender franquias de várias marcas (e vários ramos de negócios) que meus sócios e eu vamos inaugurar em breve, em São Paulo.

Pense nessa loja como uma "Feira Permanente de Franquias". Uma tremenda inovação nesse mercado.

O projeto ficou muito bacana mesmo. E, embora eu seja suspeito, me arrisco a dizer que a loja vai ficar o máximo.

15 de set de 2008

Se você ainda não tem um candidato a vereador

Se você vive (e vota) em São Paulo e ainda não está comprometido com nenhum candidato a vereador, recomendo que vote na Mara Gabrilli. Eu vou votar nela, por ser alguém que criou um jeito novo de fazer (e de ser) política.

Embora tetraplégica, sem mover nenhum músculo do pescoço para baixo, ela trabalha e realiza mais do que a vasta maioria dos políticos que hoje exercem cargos no Executivo ou no Legislativo.

Para conhecer um pouco mais sobre ela, clique na imagem abaixo:

Se aceitar minha sugestão, anote aí: o número da Mara é 45177. E o site dela é: www.maragabrilli45177.can.br

14 de set de 2008

Serafina - fazendo do limão uma limonada

Um dos meus lugares favoritos para comer em Nova York é o Serafina, que fica na Rua 61 entre a Madison e a Park Avenue. Me lembro de que uma vez comemoramos ali o aniversário da minha filha. Não é um lugar sofisticado. Muito ao contrário, é descontraído e divertido. E tem umas pizzas, uns sanduíches e umas saladas de primeira qualidade.

Pois o nome do lugar tem uma história interessante. Na verdade, o restaurante costumava se chamar Sofia. Uma ruptura entre sócios gerou uma disputa pelo nome e os atuais donos (que hoje têm mais um monte de restaurantes em Nova York) foram proibidos de usar a marca Sofia.

Qualquer empresário ou executivo sabe que trocar o nome de uma empresa pode levar a um desastre. É como trocar a turbina de um Boeing em pleno vôo. Ainda mais quando o lugar é bem conhecido e frequentado. E mais ainda quando é evidente que alguém vai usar o nome que está sendo perdido para batizar um estabelecimento que presta exatamente os mesmos serviços e oferece basicamente os mesmos produtos.

Pois os que perderam a disputa pela marca tiveram uma sacada de gênio: convocaram todos os frequentadores do restaurante para criar o novo nome. Lançaram um concurso, no qual o autor do nome que fosse escolhido teria direito a uma pizza grátis por semana pelo resto da vida.

Com isso, conseguiram uma tremenda cobertura da Mídia, fizeram um auê danado, todos os clientes (e mesmo pessoas ainda não eram clientes) se envolveram e o que poderia ter sido um desastre se transformou numa tremenda sacada de Marketing.

O nome atual, Serafina, foi sugerido por um cliente antigo. Que até hoje segue comendo uma pizza por semana por conta da casa.

E o que foi feito do nome Sofia? Como a Conceição, da música do Cauby, "ninguém sabe, ninguém viu". Nunca mais ouvi falar dessa marca. A não ser na nota que, com autorização judicial, o Serafina ostenta na parte lateral do toldo amarelo que cobre a entrada (ver foto acima): "anteriormente conhecido como Sofia"...

13 de set de 2008

O chuveiro que vira banheira. E vice-versa.

Para quem curte design. É só girar esse treco 180 graus para ter um chuveiro ou uma banheira:

11 de set de 2008

Quem mandou ser exibido?

Te cuida, Rogério Ceni!

Depois do fiasco da Seleção do Dunga (uma Seleção sem vícios: não bebe, não fuma e NÃO JOGA), futebol só mesmo para rir...

8 de set de 2008

Cadê o tal espírito olímpico?

Fotos tiradas durante os Jogos Olímpicos deste ano, que me foram enviadas pelo Gândara:

Desencanto

Recebi de um amigo uma lista dos candidatos "absurdos" ao cargo de vereador por esta minha cidade de São Paulo. Tem coisa ali que é simplesmente de chorar, como os Lacraias, Kid Bengalas e outros do mesmo naipe.

Refletindo sobre isso e sobre a imensa cagada que é essa disputa tola entre Alckmin e Kassab, patrocinada (ou, ao menos, tolerada, para dizer o mínimo) pelo governador José Serra, que, no Estado, é o líder máximo do que eu costumava considerar o meu partido (o PSDB), que nos expõe ao risco real e iminente de termos este município outra vez sob o comando de Dona Marta, fico pensando: foi para isso que minha geração tanto lutou pela redemocratização, pelo fim da ditatura militar, pelas Diretas Já?

Me digam aí os leitores que têm mais ou menos a mesma idade que eu: foi para isso?

7 de set de 2008

Mamma mia!!! Que droga de filme!

Por iniciativa da minha mulher, fomos ontem assistir ao filme Mamma Mia!, no Cinemark do Pátio Higienópolis, cujo ar-condicionado não funcionou e deixou todo mundo semi-cozido.

Para azar deles, "arrastamos" conosco os amigos Rosana, Angela e Ronaldo. O qual, na saída, conseguiu resumir bem o sentimento geral, ao dizer que o diretor do filme tem que ser um cara muito bom para conseguir pegar um elenco de primeira, uma trilha sonora espetacular, um cenário absolutamente paradisíaco, um bando de mulheres bonitas e, com tudo isso, fazer um filme tão merda.

Não pode ter sido acaso ou descuido. Ninguém, com esses ingredientes, consegue fazer um filme ruim a não ser que se esforce muito.

Na porta do cinema, na saída, uma surpresa boa: Mara Gabrilli distribuindo seus "santinhos" e pedindo votos para sua candidatura a vereadora.

Num shopping frequentado por tanta gente de mais idade e com dificuldade de locomoção, nada melhor do que uma candidata tetraplégica, que tanto fez para transformar São Paulo numa cidade mais acessível a quem tem pouca mobilidade, pedindo votos. No que depender de mim, está eleita.

Feriado que cai num domingo...

... é mais sem graça que sanduíche de pão com rôsca.

5 de set de 2008

6 de setembro é o Dia do Sexo

Assista aos filmes que a age, da minha amiga Ana Lucia Serra, fez para as camisinhas Olla:

Dica do meu filho Rica, que trabalha na age.

3 de set de 2008

Quer inovar? Não pergunte ao cliente o que ele quer

Mais um excelente artigo do meu amigo e associado Clemente Nobrega, publicado na Época Negócios de setembro:

O inovador genial não existe, esqueça-o! [Clemente Nobrega]

A história da inovação é assim: alguém inventa, outro pega e dá um uso estranho à intenção original.

Inovação ocorre por meio de seqüências de adaptações, uma puxando a outra. Na cena de abertura do filme “2001-Uma Odisséia no Espaço”, um pré-humano nota que um osso de animal morto poderia ser usado como arma. A cena (inesquecível) - ao som de “Assim falou Zaratustra”- mostra o osso lançado ao ar pelo “macaco” se transformando numa nave espacial milhões de anos depois. Eis aí. Quem inventa não sabe o que inventa.

O aparelho de fax foi inventado por americanos, mas foram os japoneses que ganharam dinheiro com ele. Steve Jobs da Apple - o inventor do conceito de computação pessoal- achava que sabia como o mercado para PCs iria evoluir. Perdeu para Bill Gates que estava longe de saber o que o Windows se tornaria.

Décadas antes do fax, uma empresinha japonesa - Tokyo Tele Communications - fabricante de fogões para cozinhar arroz,comprou da americanaWestern Eletric (por quase nada) a patente do transistor. Em 1955 lançou o primeiro rádio “de pilha”, mudou a história da comunicação e mudou de nome também: Sony.

Se você rebobinar a fita, vai ver que, da machadinha de pedra lascada ao microchip, raramente criamos com base em “necessidades e desejos” evidentes. George Basalla, autor de um livro clássico sobre o tema, diz: “Como todo o reino animal, nós também poderíamos viver sem fogo ou ferramentas. Cultivar a terra e cozinhar não são pré-condições para a sobrevivência humana e só são necessidades porque decidimos definir nosso bem-estar assim.. Houve tempos em que “necessidade” levou `a construção de pirâmides e templos, em outros, significou movimentar-se em veículos auto-propulsores. .. a conquista do supérfluo nos dá mais estímulo que a do necessário porque os humanos são criação do desejo, não da necessidade”.

O automóvel não surgiu da necessidade de nos locomovermos com mais praticidade e rapidez. Entre 1895 e 1905, carros eram brinquedos para ricos. Necessidade só surgiu depois que eles já estavam lá (há 10 anos!). É o produto é que inventa a necessidade!

Grandes inventores criam por instinto. Curiosidade. Fantasia. Brincadeira.

Thomas Edson não sabia o que o fonógrafo iria se tornar quando o inventou em 1877. Para ele seu uso seria pela ordem: "registrar ordens sem ajuda de estenógrafo; fornecer "livros falados" para cegos; ensinar a falar em público; reproduzir música; registrar as últimas palavras dos moribundos..." Reproduzir música era sua quarta prioridade (achava que seria uma coisa muito trivial para se fazer com sua máquina).

Pode apostar: há sempre um artefato mais primitivo que serve de embrião para o mais complexo. Até a roda surgiu por evolução de um design que já estava lá.

Quer inovar? Não pergunte ao cliente sobre suas necessidades - ele não sabe e, como você também não sabe, faça o que acha que deve e fique atento à maneira como seu produto é percebido; modifique-o se necessário, mate-o se não houver esperança.

Desejos e necessidades emergem desse processo, não são pré-definidos.

Clique aqui para visitar o Blog do Clemente.

2 de set de 2008

Coisas da tecnologia: virei candidato a presidente... dos EUA

Não me pergunte como ele fez isso. Não tenho idéia. Mas meu amigo Rodrigo Abreu, da Alphagraphics Brasil, me enviou o vídeo abaixo:

Du iú ispíque Íngrixi?

Fotos que meu amigo Rico Lindenbojm acaba de me enviar:

Como diz o Rico, véri gúdi, não?